27 Junho 2024, Quinta-feira

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D. José Ornelas: “Bem hajam todos os que fazem Natal na alegria das suas famílias e na partilha”

D. José Ornelas: “Bem hajam todos os que fazem Natal na alegria das suas famílias e na partilha”

D. José Ornelas: “Bem hajam todos os que fazem Natal na alegria das suas famílias e na partilha”

Bispo de Setúbal espera que a população prepare “bem o lugar para celebrar a quadra” que “exprime um desejo de cuidar das relações”

 

O Bispo de Setúbal, D. José Ornelas, que lidera actualmente a Conferência Episcopal Portuguesa, afirmou em mensagem de Natal recentemente publicada pela Diocese de Setúbal, sob o título “Natal 2020 Cuidar, para viver e amparar a vida”, que espera que a população prepare “bem o lugar para celebrar a quadra, que assume um significado fundamental no decurso do ano”. “A festa do Natal exprime um desejo de cuidar das relações, dos amigos, dos conhecidos e dos próprios ambientes onde nos reunimos: as casas, as igrejas, as praças e as cidades”, referiu.

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Não se tratando “apenas de uma questão tradicional ou cultural”, a época natalícia representa sim “um traço original e essencial”. “No Natal original, Maria e José estavam a preparar o nascimento do filho, Jesus, quando foram surpreendidos por um decreto imperial que impunha contrariedades ao que deveria ser o normal desenvolvimento do parto. Tinham de viajar para Belém para um recenseamento nada simpático, em condições desapropriadas”, explicou D. José Ornelas. No entanto, “um nascimento não se adia para quando houver melhores condições”. “Há é que procurar a melhor forma de realizar esta festa da vida. Aquilo que parecia um mau presságio revelou-se fonte de luz e motivo de nova esperança. Foi assim que acolheram Jesus. Cuidando da fragilidade, cuida-se do futuro, cuida-se do mundo”.

Segundo o Bispo de Setúbal, esta foi “a primeira evidência do Natal, que ecoa nos cânticos, e é suposto espelhar-se nas luzes e presentes e nas festas e celebrações religiosas”. “Cuidar é o verbo que se tem escutado constantemente neste ano marcado pela pandemia: desde o cuidar do ambiente familiar, do relacionamento social, de trabalho e de estudo, ao cuidado dos mais frágeis nos lares de idosos, hospitais e “cuidados intensivos”. Damo-nos conta de que, quanto mais difícil é a crise em que nos encontramos, mais falta faz acolher, cuidar e acarinhar, para que o frágil ganhe forças, o isolado tenha amigos, o deprimido se levante com esperança e os que passaram pela morte vejam a luz”.

Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, “sem carinho solícito e determinado, a vida não é viável”. “Por isso, bem hajam todos os que fazem Natal na alegria das suas famílias e na partilha para que a ninguém falte um sinal de alegria e de festa, no serviço samaritano dos hospitais, dos lares e serviços à comunidade, na tenacidade dos pais que lutam e emigram para fugir a perseguições e guerras e na solidariedade dos que os acolhem e amparam, acendendo luzes de esperança de futuro num mundo mais fraterno e capaz de cuidar de todos. Cuidemos uns dos outros, para que haja luz de Natal e ninguém fique para trás, nas trevas e crises do mundo”.

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