19 Junho 2024, Quarta-feira

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Auto de transferência dos equipamentos de saúde nas ‘mãos’ do ministério

Auto de transferência dos equipamentos de saúde nas ‘mãos’ do ministério

Auto de transferência dos equipamentos de saúde nas ‘mãos’ do ministério

Autarquia sadina afirma que estudos para aferir a qualidade do ar no centro de saúde de São Filipe podem ser decisivos no processo

 

André Martins, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, afirmou que que irá solicitar ao Ministério da Saúde a realização dos estudos adequados para aferir a qualidade do ar no centro de Saúde de São Filipe, para melhor poder avaliar o que está em causa. A O SETUBALENSE, o autarca garantiu que deste estudo e das suas conclusões poderá “depender a assinatura do auto de transferência dos equipamentos de Saúde, prevista no processo de transferência de competências na área da saúde para as autarquias”, nomeadamente do centro de saúde em causa.

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Esta garantia foi dada na sequência da ordem dada pelo ministro da Saúde, na passada quinta-feira, de substituir a cobertura do edifício da Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Filipe, na zona do Viso. Esta indicação governamental foi dada ao PSD de Setúbal, que citou, em comunicado, uma resposta do gabinete de Manuel Pizarro à questão colocada pelo deputado social-democrata Nuno Carvalho.

“Considerando a pertinência de prevenir uma potencial evolução negativa da situação, o ministro da Saúde determinou a substituição da cobertura”, lê-se na resposta citada pela Comissão Política do PSD de Setúbal.

Em causa está a suspeita, por parte dos profissionais da USF de São Filipe, de que o amianto existente na cobertura do edifício lhes está a provar graves problemas na saúde, nomeadamente cancro.

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No entanto, na resposta do ministro da Saúde, a que O SETUBALENSE teve acesso, apesar de ter determinado a substituição da cobertura, o governante ressalva que “não existe risco de contaminação do ar por fibras de amianto”.

“A situação relatada tem merecido, ao longo dos anos, o acompanhamento por parte das entidades competentes pela manutenção do imóvel em causa e os estudos realizados excluem a contaminação do ar por fibras de amianto nas instalações da unidade funcional em causa”, assegura o gabinete do ministro da Saúde.

“Na última avaliação, em 2016, o departamento competente da ARSLTV [Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo] concluiu que se mantinham as condições previamente indicadas pelo INSA, estando o fibrocimento convenientemente isolado, quer pelo exterior, quer no interior”, acrescenta.

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