12 Junho 2024, Quarta-feira

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Ana Sofia Antunes defende medidas que promovam autonomia de pessoas com deficiência

Ana Sofia Antunes defende medidas que promovam autonomia de pessoas com deficiência

Ana Sofia Antunes defende medidas que promovam autonomia de pessoas com deficiência

Secretária de Estado da Inclusão esteve no Instituto Politécnico, na sessão de abertura do encontro organizado pela APPDA de Setúbal

 

A secretária de Estado da Inclusão esteve esta sexta-feira na sessão de abertura do XIV seminário “Viver e Conviver com o Autismo”, organizado pela Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) de Setúbal, onde defendeu a importância de medidas que promovam a autonomia de pessoas com deficiência.

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“É certo de que o autismo nos coloca muitos desafios. Estou consciente e segura quanto à importância de várias medidas que fomos adoptando nos últimos sete anos para apoio das pessoas com deficiência, que tiveram uma expressão directa na qualidade de vida das pessoas com autismo”, frisou Ana Sofia Antunes no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

Na sua intervenção, a governante falou sobre a Prestação Social para a Inclusão e sobre o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI).

“A vida independente não é só para quem tem limitações motoras ou sensoriais. É para todos. E ainda que a vida independente na área das deficiências intelectuais ou do autismo possa ser uma coisa muito diferente, temos de ir lá perceber o que é que pode ser e qual o impacto que pode ter”, defendeu. Antes, reconheceu que “o autismo é provavelmente aquela das deficiências relativamente às quais” mais aprendeu “nos últimos sete anos”.

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“Quando aqui cheguei em 2015 sabia muito pouco. Tive a trabalhar comigo pessoas que, felizmente, me ensinaram muito e me transmitiram muito conhecimento, acima de tudo do ponto de vista prático”, destacou.

“Tive oportunidade de conhecer realidades diferentes no que diz respeito ao enquadramento que é dado às pessoas com autismo. De conhecer famílias e de constatar que no autismo cada caso é um caso”, acrescentou. A terminar, congratulou “a APPDA por mais este seminário, reiterando a disponibilidade para trabalhar em conjunto”.

Na sessão de abertura do encontro, que decorreu no auditório da Escola Superior de Ciências Empresarias do IPS e na qual estiveram mais de cinco dezenas de pessoas, Rita Carvalho, vereadora na Câmara de Setúbal, começou por afirmar que o seminário “retrata, sem dúvida, a importância da reflexão sobre estas matérias”.

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“Uma reflexão que deve ser colectiva e alargada, envolvendo os profissionais de diferentes áreas, as pessoas com autismo e as suas famílias e a comunidade em geral, para que se possa partilhar preocupações, desafios e expectativas”, considera a autarca. Em seguida, disse saber que “o caminho se tem feito e que muito se tem avançado”.

“Mas estou certa de que, ao longo deste dia, ficará claro que uma das mais fortes barreiras que urge ultrapassar é a barreira da falta de informação, do desconhecimento”, frisou.

Depois de “felicitar a associação pela coragem, dedicação e resiliência perante uma luta que nem sempre é devidamente reconhecida”, Rita Carvalho sublinhou que este “seminário é só um exemplo do trabalho que a APPDA desenvolve em prol daqueles que vivem com autismo, mas também por uma sociedade mais justa e mais informada”.

“Desde a primeira hora que colaboramos com a APPDA em diversas iniciativas e projectos, por via da disponibilização de apoio logístico, técnico e financeiro, com disponibilização de acesso à utilização de equipamentos municipais e transportes”, relembrou.

Para o futuro, a autarca assegurou que o município “vai continuar a trabalhar pela dignificação da pessoa com autismo, pelo combate ao estigma, pela literacia e, sobretudo, por uma sociedade mais justa, onde todos têm direito a ter direitos”.

Seminário é “espaço de conhecimento e reflexão sobre autismo”

Já Jorge Bernardo, presidente da APPDA de Setúbal, explicou que o seminário foi organizado com o intuito de ser “um espaço de conhecimento e reflexão sobre o autismo e as famílias”. “Só compreendendo e reflectindo sobre esta matéria será possível encontrar respostas que promovam o desenvolvimento, a inclusão e qualidade de vida das pessoas com autismo e as suas famílias”, destacou.

Depois de abordar as dificuldades que as famílias sentem e de alertar para o que falta ser feito, a nível nacional, no sentido de integrar as pessoas com deficiência, o dirigente associativo revelou que na passada quarta-feira foi assinada “a escritura de cedência do direito de superfície de um terreno para a construção de um equipamento social”.

“Este terreno foi-nos cedido pela Câmara de Setúbal. Este equipamento pretende vir a ser o nosso RESPIRO – Lar Residencial e Centro de Actividades Ocupacionais. E é a nossa certeza de que, por motivos de incapacidade ou morte dos pais, as pessoas com autismo vão ter uma resposta adequada”, realçou Jorge Bernardo.

A sessão de abertura do seminário contou ainda a presença de José Lúcio Gomes, da direcção da Federação Portuguesa de Autismo. Na sua intervenção, falou sobre a instituição e o seu percurso na mesma, assim como disse ser necessária não só a implementação de medidas eficazes para a inclusão, como realçou a importância de um programa educativo para alunos com necessidades especiais, baseado na “ética, empatia e solidariedade”.

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