19 Junho 2024, Quarta-feira

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Acusado de matar barman em Setúbal diz que teve atitude apaziguadora

Acusado de matar barman em Setúbal diz que teve atitude apaziguadora

Acusado de matar barman em Setúbal diz que teve atitude apaziguadora

Fábio Abenta foi morto na noite de 9 de Setembro de 2022 quando trabalhava num bar na Avenida 5 de Outubro

 

O Tribunal de Setúbal começou ontem a julgar seis arguidos, familiares, pela morte – ocorrida em Setembro de 2022 – de Fábio Abenta, empregado num bar em Setúbal.

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Floriano Canoa, um dos dois arguidos que está em prisão preventiva e acusado de esfaquear mortalmente a vítima, recusou em tribunal ter agredido Fábio e de o ter esfaqueado, e ainda referiu ter tido uma atitude apaziguadora.

“Estava com José Garcia – também arguido em prisão preventiva – quan- do este bateu no Fábio por demorar a servir cervejas, não o consegui afastar e fui pedir ajuda aos outros que estavam a entrar no bar”, disse Floriano.

Neste momento, começaram a atirar cervejas contra as pessoas que estavam no bar e saíram todos para fora. “Estavam a atirar contra nós e nós respondemos”, afirmou. Todos saíram para o exterior onde, de acordo com o arguido, “o José Garcia disse que tinha sido ele a causar o problema e ia voltar para resolve”.

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“Fui atrás dele, vi-o à porta da cozinha do bar com uma faca na mão e uma grande confusão, consegui tirá-lo de lá e saímos para fora do bar outra vez”, prosseguiu em tribunal o arguido.

Diz que viu Fábio sem qualquer marca de sangue, que a vítima também queria bater no José Garcia e que deitou a faca para uma sarjeta mas sem intenção de a esconder. Também negou qualquer intenção de matar a vítima, como o Ministério Público (MP) defende.

O MP defende que foi este arguido que, com José Garcia, esfaqueou Fábio Abenta dentro da cozinha do bar Bigodes. De acordo com o MP, na noite de 9 de Setembro, a vítima foi agredida num primeiro momento pelo grupo de cinco familiares por queixa do atendimento no bar Bigodes, na Avenida 5 de Outubro.

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O grupo chegou a saiu do bar, mas regressou logo a seguir em fúria e com um propósito, matar o empregado de bar. Fábio Abenta ainda se refugiou na cozinha, mas foi aqui esfaqueado até à morte por três dos arguidos.

Na génese do crime estava a falta de atendimento pelo barman no tempo exigido pelos arguidos, salienta o MP. Floriano solicitou ajuda a todos os arguidos “para, todos juntos e sem interferência de outros clientes, matarem Fábio Abenta, pedido ao qual todos anuíram prontamente”, aponta o MP.

A vítima ainda se refugiou na cozinha do bar, mas no seu encalço seguiram os cinco arguidos que ainda agrediram de forma violenta uma cliente que se colocou na porta da cozinha para os impedir de chegar ao alvo.

O MP considera que assim que Floriano Canoa entrou na cozinha com José Garcia e Emanuel Ramos, muniu-se de uma faca que estava no local com lâmina de 21 centímetros. José e Emanuel desferiram diversos murros e pontapés no corpo de Fábio Abenta, partiracopos no seu corpo, não o deixando defender-se e permitindo assim que Floriano desferisse dois golpes no peito da vítima.

Consumado o crime, os agressores colocaram-se em fuga num Renault Clio de cor cinzenta, e com a PSP no local foi transmitida essa informação. Foram empenhados vários meios na localização do carro suspeito, entre os quais a Equipa de Intervenção Rápida que viria a interceptar os suspei- tos no bairro dos Pinheirinhos, a poucos quilómetros do local do crime.

Floriano acabaria por fugir, mas foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) em Março. O Ministério Público acusou agora os cinco arguidos pelo homicídio qualificado em co-autoria tendo em conta que, após as primeiras agressões e já fora do bar, combinaram entre si matá-lo. Dois dos arguidos estão em prisão preventiva e os restantes em liberdade.

Fábio Abenta, 31 anos, deixou uma filha de dois anos de idade. Era empregado de balcão há vários anos neste bar na Avenida 5 de Outubro e vocalista da banda Neuropsy.

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