19 Junho 2024, Quarta-feira

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Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi abre novo pólo no antigo colégio diocesano

Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi abre novo pólo no antigo colégio diocesano

Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi abre novo pólo no antigo colégio diocesano

Novo espaço abre em Setembro com turmas de 5.º, 6.º e 7.º ano. Ensino será totalmente gratuito dentro de quatro anos

Vai nascer nas antigas instalações do Externato Diocesano Sebastião da Gama, em plena Avenida Luísa Todi, o novo espaço da Academia de Música e Belas Artes Luisa Todi. Pensado com “muito carinho”, o Pólo Avenida vai abrir em Setembro, inicialmente com três turmas, de 5.º, 6.º e 7.º ano, sendo que está previsto que o ensino neste estabelecimento seja totalmente gratuito dentro de quatro anos, e com turmas até ao 9.º ano.

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Embora só receba três turmas no ano lectivo 2024/2025, trata-se de uma escola preparada para cinco turmas, que possui oito salas de instrumentos, um ginásio, uma sala de computadores, uma biblioteca, cinco salas de aula e muito espaço exterior para os jovens explorarem. Em 2028/2029 o ensino será totalmente financiado pelo ministério da Educação, com o acesso dos alunos ao estabelecimento a estar sempre dependente de provas de selecção para o curso de música.

Este novo estabelecimento destaca-se como a única escola no Distrito de Setúbal a oferecer regime integrado no ensino vocacional de música, acolhendo uma população escolar “vasta e heterogénea”. A direcção deixa bem claro que na Academia Luísa Todi não se ensina apenas música, mas “cultivam-se talentos, estimula-se a concentração, promove-se a auto-estima e desenvolvem-se habilidades analíticas”. “Acreditamos que a música é intrínseca ao ser humano e que sua prática contribui para um desenvolvimento holístico”, aponta a direcção.

O Polo Avenida está a ser pensado “com muito carinho” para oferecer aos alunos um local “acolhedor e inovador”, onde a “aprendizagem e o bem-estar andam de mãos dadas”. Este novo espaço apresenta espaços amplos, muita luz natural e uma estrutura que “incentiva a criatividade” e a “colaboração”.

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Em declarações a O SETUBALENSE, Tiago Pereira, presidente da direcção, confessa que esteve quase um ano e meio à procura de um espaço para poder alojar esta nova escola, tendo existido reuniões com várias entidades, mas sem se conseguir encontrar um espaço. Foi durante uma reunião com o ministério da Educação que este local foi colocado como opção, embora já tivesse sido uma possibilidade anteriormente.

“Inicialmente pareceu-nos que seria difícil conseguir esse espaço. Após uma primeira reunião com o cardeal Américo Aguiar, conseguiu chegar-se a um acordo de bases para avançar para negociações”, refere.

Tiago Pereira explica que após a direcção ter chegado a acordo, as obras tiveram o seu início a meio do mês de Abril. “Têm sido alguns momentos difíceis, como em qualquer obra, mas neste momento estamos com uma semana de avanço em relação à calendarização prevista”, frisa.

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Esta nova escola vai ter oito salas de instrumentos, um ginásio, uma sala de computadores, uma biblioteca, cinco salas de aula e muito espaço exterior. A nível de professores, inicialmente estão previstos entre 20 a 25 profissionais, sendo que este número pode aumentar caso os instrumentos leccionados aumentem também (actualmente são bateria, flauta transversal, guitarra clássica, piano, saxofone, violino e violoncelo).

Está previsto pela direcção que as turmas tenham até 24 alunos, para tentar “ter mais qualidade” no ensino. Quanto ao futuro, Tiago Pereira deixa bem claro que “neste momento não existem perspectivas de abrir ensino secundário”.

Embora o financiamento desta obra seja feito pela Academia, a direcção fez questão de se mostrar “bastante grata” ao cardeal Américo Aguiar e ao ecónomo diocesano à data das negociações, David Caldas, pelo tratamento para chegar a acordo num “contrato de arrendamento de vários anos”. Tiago Pereira realçou também os nomes de João Gonçalves, director da DGEstE, Florbela Valente, subdirectora da DGEstE e Pedro Florêncio, delegado regional, pelo apoio nos contactos junto da Diocese de Setúbal, sem esquecer o apoio logístico dado pela Câmara Municipal de Setúbal.

Ensino totalmente financiado pelo Estado em quatro anos

A abertura desta nova escola incluirá turmas de 5.º, 6.º e 7.º Anos de escolaridade. Neste primeiro ano lectivo, 2024/2025, a turma de 7.º ano existirá em regime de autofinanciamento, ou seja, os pais terão de pagar uma mensalidade, enquanto o ensino das turmas de 5.º e 6.º anos será gratuito – isto é, financiado pelo Estado. Os alunos deste 7.º ano terão de pagar mensalidade até à conclusão dos estudos, ou seja, até ao ano lectivo de 2026/2027, ano em que concluem o Curso Básico de Música, em regime Integrado.

Quanto aos alunos que vão entrar no 7.º ano no ano lectivo seguinte, 2025/2026, estes farão o mesmo percurso, pagando os seus estudos até 2027/2028. Apenas estas duas turmas terão de fazer este percurso a pagar, uma vez que não se encontram financiadas no 3.º Ciclo ao abrigo do Contrato de Patrocínio 2022-2028, estabelecido com o ministério da Educação.

Desta forma, a partir do ano lectivo de 2028/2029 todo o ensino será gratuito no Pólo Avenida, o novo espaço da Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi.

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