8 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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Carlos Rabaçal afirma que funcionamento dos Serviços Municipalizados de Setúbal é positivo

O presidente dos SMS diz que, em Janeiro, factura da água reduz em 20% para o consumidor, e aponta investimentos em meios e na rede

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Um balanço “claramente positivo”. Assim classifica Carlos Rabaçal, presidente dos Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS), o primeiro mês da gestão pública de abastecimento de água e das águas residuais no município.

A funcionar desde 18 de Dezembro de 2022 nas mãos da autarquia, depois de 25 anos na alçada da privada Águas do Sado, desde 1 de Janeiro que a factura “teve uma redução de 20% nos preços de consumo”, afirma o mesmo responsável. “Significa que devolveremos mais de 2 milhões de euros aos munícipes e ainda criámos uma tarifa social que beneficia automaticamente mais de 8 mil famílias, ou seja, 24 mil pessoas”, salienta.

Entretanto, durante esta semana, o sistema de facturação “será reforçado”, sendo “resolvida a leitura em casa do consumidor”, assim como o envio dos registos por telemóvel”, avança o também vereador na Câmara de Setúbal. Enquanto isso, os SMS têm vindo a resolver as roturas na via pública, inclusivamente através da “contratação de empresas para que seja dada resposta mais imediata”.

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Lembra Carlos Rabaçal, que a autarquia colocou como um dos primeiros objectivos dos ‘novos’ serviços conseguir “manter uma relação sustentada com os munícipes e resolver questões básicas no abastecimento de água”, e isso “está a ser feito”.

“A qualidade dos serviços prestados aos munícipes [aquando da Águas do Sado] era perceptível pelo número de roturas, reclamações dos consumidores e também pelo nível das perdas de água na rede, como estava patente no relatório feito pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR)”, explica.

Pela frente há agora que planear investimentos nas infra-estruturas e nas condições de trabalho e, “em Março”, será dado a conhecer o plano estratégico para a gestão da água em Setúbal. Um documento que está a ser preparado e onde vão constar tanto investimentos como actividades associadas, e que deverá enquadrar também questões como a reutilização das águas residuais e a dessalinização. “Descreve tudo o que os SMS vão concretizar”, anuncia Carlos Rabaçal.

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Já em cima da mesa está a decisão sobre o investimento em infra-estruturas de trabalho relacionadas com tecnologias de informação, comunicação e sistemas informáticos. “A Águas do Sado não nos passou nada em termos de infra-estruturas, temos de ser nós a montar tudo de novo, programar de novo e pôr novamente o serviço a funcionar”, além de “meios operacionais como viaturas”, refere o presidente dos SMS.

E acrescenta: “Nestas duas décadas e meia, o preço da água foi sempre subindo para o consumidor, mas isto não se reflectiu no investimento feito pela Águas do Sado, quer na manutenção das infra-estruturas e redes existentes, quer na implementação de novas estruturas ou na melhoria das condições de trabalho”.

Com os SMS a “incorporaram todos os trabalhadores da empresa privada Águas do Sado para as operações de abastecimento de água e saneamento de águas residuais”, os serviços ainda agregaram a componente da recolha de resíduos urbanos, que estava na autarquia, totalizando agora mais de 200 trabalhadores.

Segundo a ‘empresa’ municipal, a operação global de transição representou um investimento “de cerca de 5 milhões de euros” para a autarquia, valor que está integrado num “orçamento anual da ordem dos 26 milhões de euros”, sendo que “metade desse valor investido está orientado para a melhoria das infra-estruturas, nomeadamente instalações e meios operacionais, que garantam as condições efectivas de trabalho dos SMS”.

Com a gestão pública da água, os SMS consideram que esta é também “uma oportunidade para enquadrar as actividades no que respeita às alterações climáticas, aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e à sustentabilidade”.

“Temos de perspectivar o futuro numa lógica de preservação dos recursos hídricos e não apenas focados na gestão corrente do dia-a-dia. Isto significa investir em sistemas inovadores que nos permitam ser eficientes e implementar uma visão integrada da gestão da água em Setúbal, que nos permitirá conhecer não só os usos domésticos, como industriais e agrícolas e apontar medidas de redução dos consumos e de conservação daquele que é o maior sistema aquífero de Portugal (Bacia Tejo-Sado)”, sublinha Carlos Rabaçal.

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