4 Fevereiro 2023, Sábado
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Homicida condenado a 22 anos e seis meses de prisão por matar patrão com martelo

Tribunal de Setúbal condenou João Joaquim pelo homicídio qualificado de Francisco Faísca enquanto estavam numa obra em Setúbal

 

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O Tribunal de Setúbal condenou João Joaquim, trabalhador da construção civil, a 22 anos e seis meses de prisão pelo homicídio qualificado do patrão, Francisco Faísca, 72 anos. Enquanto estavam numa obra em Setúbal, o homicida, de 47 anos, pediu dinheiro ao patrão, mais do que lhe era devido, para comprar droga, e perante a recusa, matou-o à traição com um martelo, atingindo a vítima na nuca, agredindo-o depois várias vezes no quando já estava no chão. Após o homicídio tentou a fuga, mas foi travado pela proprietária da habitação com ajuda de vizinhos que chamou as autoridades.

O crime ocorreu a 1 de Fevereiro numa casa no centro de Setúbal, na Rua Mariano Coelho, onde homicida e vítima pintavam paredes. O agressor viu que o patrão tinha a carteira com dinheiro e pediu-lhe mais pelo trabalho que estava a ser feito. Queria dinheiro para consumir droga, mas já tinha recebido o pagamento acordado para o trabalho no dia anterior e já o tinha gastado. João trabalhava com Francisco há três anos e recebia o ordenado semanalmente.

Cometido o crime, o homicida tentou a fuga com a carteira da vítima na sua posse, mas foi travado pela proprietária da habitação. A mulher, que estava noutro quarto da habitação ouviu o barulho e dirigiu-se ao local onde viu a vítima prostrada no chão e o suspeito a tentar fugir. Este disse-lhe que a vítima tinha sofrido uma queda.

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O homicida tentou fugir, mas a mulher, com a ajuda de vizinhos, travou-o nas escadas do prédio até à chegada das autoridades. João Joaquim ainda telefonou ao filho da vítima a contar que o pai tinha sofrido uma queda, a mesma versão que contou às autoridades, mas acabaria por ser detido pela PJ de Setúbal pelo homicídio do patrão.

O Tribunal de Setúbal condenou ainda o arguido ao pagamento de 160 mil euros à família da vítima a título de indemnização pelos danos sofridos. Francisco Faísca, empresário de remodelações, deixa mulher, dois filhos e um neto. Tinha a empresa FF Construções em Setúbal há 40 anos, cuja carrinha ainda se encontrava junto ao prédio onde foi morto.

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