4 Fevereiro 2023, Sábado
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Segunda fase do reforço estrutural da encosta do Forte de São Filipe já está em curso

Empreitada representa investimento de mais de quatro milhões de euros. Acção dá continuidade a obra iniciada em 2018

 

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A preparação do terreno para a execução da segunda fase do projecto de reforço estrutural da encosta do Forte de São Filipe já está em curso.

Pela mão da Câmara Municipal de Setúbal, a acção dá continuidade à obra iniciada no ano de 2018 e representa um investimento de mais de quatro milhões de euros.

Com um prazo de execução de 480 dias, a intervenção destina-se a “salvaguardar e valorizar o monumento nacional com soluções que garantam a segurança e estabilidade global do local”, com a colocação de microestacas e a realização de ancoragens definitivas.

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Com início na passada semana, a obra encontra-se agora em fase de desmatação do terreno, o que deve durar cerca de duas semanas, e de aprovação de procedimentos de execução, que necessitam do parecer de diversas entidades, como a do projectista Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Antes disso, já tinha decorrido a instalação do estaleiro e a mobilização de mão-de-obra, materiais e equipamentos para a realização da empreitada.

De acordo com o comunicado enviado pela Câmara Municipal de Setúbal, “em alguns locais terá ainda de ser feita a injecção de caldas e argamassas de cimento no terreno, com o objectivo de preencher vazios existentes e consolidar o solo, além também da consolidação da encosta, onde será reforçada a estrutura do caneiro e o preenchimento de fendas na muralha do Forte de São Filipe”.

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Numa primeira fase da obra, que ocorreu em 2018, foram “implementadas soluções de forma a evitar o risco de derrocadas”, bem com um “conjunto de medidas cautelares relacionadas com a ocupação ou potenciais interferências com certas áreas marginais e destinadas à instalação de estaleiros, zonas de manobra, depósito de terras e exploração de pedreira”.

“Em face do estado do imóvel, da geologia do local, dos resultados obtidos ao longo dos anos nos dispositivos de instrumentação e observação instalados e dos condicionamentos
existentes na zona de intervenção, foi determinada a necessidade de dar continuidade a soluções que estabilizem a encosta”, pode ler-se em nota de Imprensa.

Com um orçamento de cerca de 4,1 milhões de euros, a empreitada tem um financiamento em 75% pelo Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e a comparticipação em 25% pela administração central, nos termos de um protocolo assinado pela Câmara Municipal de Setúbal, o Estado Português, a Empresa Nacional de Turismo e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

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