4 Fevereiro 2023, Sábado
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Professores voltam a unir-se na Praça de Bocage e exigem a ‘plenos pulmões’ melhores condições

Profissionais consideram que classe é “completamente desrespeitada” e garantem que apenas querem “uma carreira digna”

 

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Munidos de cartazes, apitos e tambores, cerca de duas centenas de professores voltaram a juntar-se na Praça de Bocage, zona a partir da qual exigiram a ‘plenos pulmões’ melhores condições de trabalho.

Na acção, os docentes garantiram serem muitas as razões que levaram à realização da mesma, com Piedade Fernandes, professora há 35 anos, a dar como exemplo “a progressão da carreira”.

“Passei a minha vida toda a dar aulas e vou agora passar para o quinto escalão, mas na realidade não passo por causa das quotas necessárias. Foi tudo feito para eu ficar no mesmo ‘buraco’”, afirmou. Para a docente, actualmente “a classe perdeu todo o respeito”.

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“É uma classe completamente desrespeitada e isto tem de acabar porque se não houver professores não há mais nenhuma profissão no mundo”, acrescentou. Isto tendo também em conta que “os professores trabalham em casa, aos fins-de-semana e nas férias para os alunos”.

“Somos como os atletas que treinam, mas depois o produto final só se vê nas competições. Nós não deixamos o trabalho na escola e vamos para casa descansar com a família”, sublinhou. Ao seu lado, uma professora, que preferiu não identificada, garantiu que os docentes “estão muito cansados com tudo o que se está a passar”.

“Não temos condições de trabalho. Não temos vencimentos dignos. A nossa carreira não progride. Roubaram-nos tempo de serviço. É tudo de lamentar”, reforçou. Além disso, “há colegas muito mais novos que progridem muito mais depressa do que os que estão na carreira há muito mais tempo”.

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“Nós apenas queremos que as pessoas saibam que não estamos aqui a falar por falar. O nosso problema não é o aumento de ordenados. O nosso objectivo é que nos respeitem, que tenhamos uma carreira digna e que nos dêem condições de trabalho”, referiu.

Na iniciativa estiveram ainda membros da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), do Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação (SINAPE) e do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL).

Professores percorrem escolas e garantem que vão “continuar a lutar”

Antes, no decorrer da tarde, um grupo com cerca de meia centena de professores percorreu diversos estabelecimentos de ensino da cidade de Setúbal, sendo que, durante a caminhada, os profissionais presentes garantiram que vão “continuar a lutar”.

Com partida da Escola Básica 2,3 Barbosa du Bocage, os docentes seguiram para a Escola Secundária du Bocage, passando ainda pela Escola Básica dos Arcos, a Escola Secundária Sebastião da Gama e a Escola Básica 2,3 de Aranguez.

No período da manhã, os professores estiveram concentrados à porta das respectivas escolas. Este foi o segundo dia no decorrer desta semana em que os docentes saíram à rua como forma de luta por melhores condições, depois do primeiro protesto ter sido realizado na passada segunda-feira junto aos Paços do Concelho.

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