1 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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“É essencial reforçar os apoios e a protecção aos cuidadores informais”

Pedro Pina, vereador dos Direitos Sociais e Saúde da edilidade sadina, deu ênfase à sobrecarga a que os cuidadores são expostos diariamente

 

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No encontro “Desafios do Cuidar”, organizado pela autarquia, o vereador dos Direitos Sociais e Saúde da Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina, considerou essencial reforçar os apoios e a protecção aos cuidadores informais. O autarca deu ênfase à sobrecarga a que os cuidadores são expostos, tanto a nível físico como psicológico.

“Os cuidadores informais são sujeitos a uma enorme sobrecarga física e psicológica, mas deparam-se com a falta de mecanismos e apoios, designadamente os públicos, para minimizar tais impactos. Torna-se essencial reforçar os apoios e a protecção aos cuidadores informais”, afirmou o autarca na abertura do encontro, organizado no âmbito da 14.ª Semana Temática das Deficiências e Incapacidades, que se realizou, no Cinema Charlot – Auditório Municipal.

A 14.ª Semana Temática das Deficiências e Incapacidades é organizada pelo Grupo Concelhio para as Deficiências e Incapacidades de Setúbal, que associa duas dezenas de associações e entidades públicas, incluindo a Câmara Municipal de Setúbal, e conta com várias parcerias.

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Pedro Pina sublinhou que, com o encontro, a decorrer durante todo o dia, com a presença de técnicos de várias áreas ligadas ao tema, os autarcas de Setúbal pretendem conhecer melhor a realidade, “aprender mais para fazer melhor”, tendo em conta “a importância do papel de quem cuida, de quem garante o bem-estar e a qualidade da vida de outros, mais vulneráveis e mais frágeis”.

O autarca sublinhou que os cuidadores são protagonistas na luta pelos direitos sociais, sendo importante o seu devido reconhecimento. “Quem cuida muitas vezes abdica de si em prol dos outros ou do outro e que os cuidadores informais são, inegavelmente, protagonistas na luta pelos direitos sociais”.

O vereador Pedro Pina admitiu que o reconhecimento do estatuto do cuidador informal assinala um importante marco no processo pelos seus direitos, mas alertou que “muito ainda há por construir e conquistar”, numa tarefa que “é de todos”.

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“As medidas identificadas devem assentar em políticas que promovam a estratégia de desenvolvimento e consolidação das respostas dos serviços públicos, designadamente dos cuidados de saúde primários, hospitalares e cuidados continuados integrados e a concretização de uma rede pública de qualidade de apoio”, referiu.

“Portugal é dos países europeus em que mulheres mais abandonam o trabalho para cuidar”

O dirigente da Associação Nacional de Cuidadores Informais João Raposo lembrou que o Estatuto do Cuidador Informal foi aprovado há três anos, pela Lei 100/2019, mas que apenas em Janeiro de 2022 as medidas foram alargadas a todo o território continental.

“A morosidade e a burocracia têm sido um grande entrave, bem como a regulamentação de medidas de apoio, nomeadamente ao nível do descanso do cuidador informal e legislação laboral. Há ainda um longo caminho a percorrer para apoiar condignamente quem dedica o seu tempo a cuidar de alguém no nosso país”, disse.

João Raposo apontou para a existência de “mais de 800 mil cuidadores informais em Portugal” e citou o Inquérito Nacional de Saúde de 2019 para referir que cerca de “12 por cento das pessoas com 15 ou mais anos presta cuidados informais e que a idade média dos cuidadores em Portugal é de 55 anos, 83 por cento dos quais são mulheres”.

“Portugal é um dos países da Europa em que as mulheres mais abandonam o mercado de trabalho para cuidar, quer de crianças, jovens adultos, deficientes e idosos com doença ou deficiência”, notou, recorrendo a dados de 2018 do Eurostat para acentuar que isso acontece com “20,9 por cento das mulheres entre os 15 e os 64 anos”.

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