5 Dezembro 2022, Segunda-feira
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Alcobia Portugal: “Setúbal merece e tem as condições para ter eventos como a Semana do Mar”

Capitão-de-mar-e-guerra considera “importante continuar a fomentar a presença” destas iniciativas na cidade sadina, “virada para o rio e em que a comunidade que sente o mar é grande”

 

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Paulo Alcobia Portugal contribui este ano naquela que será a sua última Semana do Mar enquanto comandante-local da Polícia Marítima e capitão do Porto de Setúbal, funções que deixará de assumir no próximo dia 27.

Para o capitão-de-mar-e-guerra, trata-se de “uma situação engraçada”, uma vez que a sua primeira actividade em funções, há três anos, foi também no evento. Além disso, a presença do Navio-Escola Sagres também lhe “diz muito”, ao ter sido comandante do mesmo de 2013 a 2015.

“É com agrado que vejo o navio estar aqui, porque estava a comandar o Sagres na sua primeira presença, em 2015, na Semana do Mar”, conta. Sobre o papel da Polícia Marítima no evento, explica que o órgão esteve “a garantir a segurança” durante o mesmo, comentando ainda a importância de os navios estarem abertos ao público.

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Qual a importância da Semana do Mar para a Capitania do Porto de Setúbal?

A Semana do Mar é um evento que costuma ocorrer em Setembro. Normalmente na zona de Setúbal está associada às festividades bocagianas, mas este ano deslocou-se para Outubro. É uma situação engraçada porque estou aqui há três anos – vim para cá em Setembro de 2019 – e a minha primeira actividade foi a Semana do Mar. Com agrado esteve aqui presente um conjunto de navios alargado. Depois tivemos este interregno devido à situação da covid-19, em que não houve Semana do Mar. Agora tive esta oportunidade, de fechar a minha última cerimónia em actividade com a Semana do Mar, porque já estou a acabar a minha comissão e vou-me embora no final do mês. Acaba por ser a minha última participação na Semana do Mar, em que esteve presente um conjunto de navios, incluindo o Navio-Escola Sagres, um navio que também me diz muito. Foi comandante do Navio-Escola Sagres de 2013 a 2015.

Como encara a sua participação na Semana do Mar?

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É com agrado que vejo o navio estar aqui, porque estava a comandar o Sagres na sua primeira presença, em 2015, na Semana do Mar em Setúbal. Há aqui um conjunto de situações que culminam neste evento e é com gosto que estou associado a estas comemorações e que se conseguiu trazer cá o Navio-Escola Sagres e os outros navios. Temos um outro navio-escola que vai marcar presença também – o norueguês Sorlandet – e, portanto, há um alargar de presenças que contribuíram, com certeza, para que este evento tenha alguma dimensão, que se espera na ligação com a cidade.

É importante estes navios estarem abertos ao público?

Setúbal é uma cidade virada para o rio e em que a comunidade que sente o mar é grande. Julgo que Setúbal merece e tem as condições para ter este conjunto de eventos, como a Semana do Mar, e tem potencial para alargar esta dimensão. Já cá tivemos navios-escola e veleiros em 2019 e este ano também tivemos uma expressão significativa de navios-escola neste evento. Tenho ideia de que os eventos de grande escala que passam por Lisboa podem também ter aqui em Setúbal associada uma passagem.

Setúbal tem as condições necessárias para tal?

Temos um Porto mais pequeno para receber navios e uma grande parte do cais é comercial. Não temos um cais muito grande para estes navios, mas temos este pequeno cais em frente à Doca dos Pescadores que dá para receber um conjunto significativo de navios-escola. Acho que é importante continuar a fomentar esta presença, face à proximidade da zona urbana deste cais. Julgo que se conseguem fazer aqui coisas muito interessantes.

É também o comandante-local da Polícia Marítima. De que forma esteve o órgão ligado a este evento?

A Semana do Mar é uma organização da Câmara Municipal, com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e a Aporvela, com a Marinha a estar também associada. A Polícia Marítima esteve a garantir a segurança do evento. Por outro lado, também sou capitão do Porto de Setúbal e, nessa óptica, também exerci as minhas competências no apoio à organização do evento. Já tenho dado os meus contributos para a organização do mesmo, dando algumas indicações, sempre em prol da segurança. Esse é o factor primordial para o bom funcionamento do Porto e essa ligação há-de ser uma presença constante, com o objectivo de que o evento seja relembrado por quem esteve cá.

Como é garantida a segurança?

Nós temos o nosso dispositivo normal para a segurança das actividades de rotina do Porto e temos de empregar aqui um reforço, focalizando-o no aumento de actividade nesta zona do evento. Temos a consciência de que vamos ter cá um conjunto alargado de navios, o que representa mais presença de populares na zona do Porto. Tivemos essa atenção, criando segurança no evento para que tudo corra bem. O que acontece é que normalmente há uma dispersão dos meios ao longo da minha área de jurisdição, que vai desde a Aberta Nova até à Lagoa de Albufeira, e nestes dias tive de concentrar os recursos. Os meios que temos disponíveis estiveram concentrados neste evento.

Além da Semana do Mar, as comemorações do aniversário da Polícia Marítima decorreram este ano em Setúbal. Como foi participar na organização dos dois eventos em simultâneo?

Já passou a ser uma rotina este tipo de eventos em Setúbal virados para o mar. Com o aparecimento do Parque Urbano de Albarquel, têm sido muitos os eventos ligados ao tema. Estamos a falar das provas de natação de águas abertas e provas náuticas, por exemplo. Temos fomentado também, através da Capitania, algumas facilidades para o incremento de regatas na zona, com o apoio de clubes locais, e temos também fomentado a ligação entre Sesimbra e Setúbal, de forma a incrementar esta troca de eventos náuticos. Esta troca traz mais gente à zona do Rio Sado e junta mais pessoas na zona fronteira entre Sesimbra e Setúbal. O que tentamos fazer é que o Estuário do Sado tenha cada vez mais actividade, porque é relevante dar esse peso à cidade, que se apregoa como uma cidade virada para o rio.

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