1 Outubro 2022, Sábado
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Quando os bastidores são chamados ao palco

Entrevista a José Santos, conhecido como o homem dos botões do Fórum Municipal Luísa Todi

 

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José Santos é para muitos o homem dos botões (do som e da luz) do Fórum Municipal Luísa Todi em noites de Festival de Teatro e todas as noites do ano. As suas ideias e o seu percurso ajudam-nos a perceber que os seu focus e experiências são muitas e multidisciplinares.

Sem luz não se vêm os atores, não se criam ambientes psicológicos ou realistas, não se vê o cenário, ou seja, todos os criadores estão dependentes do criador da luz, do iluminador.

José Santos trabalha todo o ano e, nesta altura, é um dos que dá luz à capital do teatro na sala principal da cidade de Setúbal. Tudo começou em 1995, no Teatro de Animação de Setúbal – TAS – com a construção dos cenários, outras das suas paixões e, rapidamente, assumiu duas equipas técnicas de som no Fórum Municipal Luísa Todi.

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Trabalhou com mais de uma dúzia de grupos de teatro, em que destaca “O Gatem- Espelho Mágico”. Já conta com espetáculos alargados a toda a família, como “O Principezinho” e “O Pinóquio”, a retomar em Setembro, na Sociedade Artística Perpétua Azeitonense.

Recorda com saudade o espetáculo de abertura do Fórum Municipal Luísa Todi, com todos os grupos da cidade, “O espetáculo que teve mais artistas da cidade e mais espectadores foi Luísa Todi – O Musical”, com texto de Rui Mesquita e encenação de Miguel Assis.

Tudo se situou na Fábrica da Criação união artística universal. Foi técnico de som e luz novamente em 1998. Depois veio a crise do TAS com a morte do diretor, levando a que sem o TAS em funcionamento regular, José Santos teve de se colocar à estrada e a luz passou para a TVI, até que Carlos Curto, professor e também ator do grupo de Teatro Metáforas, o chamou para a direção do TAS, em 2007, uma das mais importantes companhias da região entre 2008 e 2015.

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Nos últimos anos trabalhou no Fórum. Falámos com José Santos como quem descobre o iluminador na poesia de Bertold Brecht. Os seus sonhos não ficam por aqui, a ideia é trabalhar num Centro Cultural Multidisciplinar para unir mais os artistas e os seus ofícios em lugar próprio.

Com esta entrevista intimista chamámos os bastidores ao palco. Sem eles não se vê o artista, não se alegra o ambiente.

Observação de Teatro:

José Gil – Professor Adjunto de Teatro da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal Ator e Encenador

Maria Simas – Actriz do Teatro do Politécnico IPS e Mestranda

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