26 Setembro 2022, Segunda-feira
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InícioLocalSetúbalMáquina de Encarnar pelo ASTA explora a violência e a sua terapia

Máquina de Encarnar pelo ASTA explora a violência e a sua terapia

Peça aborda o terror como um processo criativo num palco musical

 

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Foi na escola secundária Sebastião da Gama que, no passado dia 22 de Agosto, se realizou, no âmbito do Festival Internacional de Setúbal, a peça “Maquina de Encarnar”. Trata-se de uma fábula sobre o terror como processo criativo de seis actores e actrizes num palco musical uma bateria e uma viola eléctrica. Com uma muito bonita cenografia, as figuras azul e vermelha que como marionetas de fios se projectam sobre o palco na direcção dos espectadores e os belos os manequins de serrapilheira e palha construídos como o mundo dos mortos.

Citando a folha de sala: “Vivemos sequiosos de boas histórias, de ser surpreendidos com tragédias, comédias, com alguém que grite de desejo ou sofrimento o suficiente para nos prender à cadeira. Estamos dispostos a acreditar que ficar sentado, confortável a observar, é o grande privilégio de ser espectador. É o acto teatral em todo seu esplendor!

Máquina de encarnar é um espectáculo performativo de acto único que explora o paradoxo e a violência das relações entre os seres humanos. É uma MÁQUINA que quer transformar”.

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ASTA é uma interjeição popular portuguesa que quer dizer Afasta Bois, sendo uma companhia da Covilhã de Teatro e outras Artes, que nasceu em 2000 tem 22 anos. Ensaiam em diversas estruturas na cidade ou fora dela como Famalicão da Serra e a estrutura da companhia tem diversos pilares: As criações, a programação de Festivais, os Serviços Pedagógicos, a contradança, as Portas do Sol, o Ciclo de Teatro, grupos universitários e a mostra de Teatro Popular.

Para uma segunda-feira, dia habitual de descanso das Companhias de Teatro, a sala estava boa e o público aplaudiu muito os artistas.

Segundo documentos da companhia “Quatro in­tér­pre­tes e dois músicos assumem um lado da história. Do outro lado, filas de cadeiras nu­me­ra­das esperam por es­pec­ta­do­res, para um acto teatral que os faça vibrar. A Máquina de Encarnar está pronta, mas os actos mais pro­fun­dos de acção e re­sis­tên­cia começam quando o espectáculo termina”.

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Produção: ASTA; Encenação: Marco Ferreira; Assistente de Encenação: Adriana Pais; Apoio Cénico: Marta Marques; Texto: Colectivo; Interpretação: Carmo Teixeira, Edmilson Gomes, Marina Schneider, Sérgio Novo; Músicos: Renato Gonçalves e Telmo Moura; Composição Musical: Ritmo Estúdio; Desenho de Luz: Marco Ferreira”

Observação de Teatro:

José Gil – Professor Adjunto de Teatro da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal Actor e Encenador

Maria Simas – Actriz do Teatro do Politécnico IPS e Mestranda

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