29 Fevereiro 2024, Quinta-feira
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Estudante do IPS cria aplicação que ajuda pessoas com deficiência a reservarem hotel

Ricardo Ferreira está na “maior academia de empreendedorismo digital” a desenvolver start-up e a liderar equipa de cinco

 

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Ricardo Ferreira, estudante do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), vai estar até amanhã no Porto, na “maior academia de empreendedorismo digital do mundo”, a desenvolver “uma aplicação que faz a certificação das unidades hoteleiras com acessibilidades para portadores de deficiência, tendo em conta as dificuldades na marcação de alojamento”.

O jovem é o único participante a representar a cidade sadina e a instituição de ensino superior na European Innovation Academy, na qual está a criar “a sua própria start-up” e a “liderar uma equipa de mais quatro pessoas”, refere a EIA em comunicado.

No evento, a decorrer nas Faculdades de Engenharia e Economia da Universidade do Porto, o estudante do IPS está dedicado à aplicação “EasyWay”, marcando presença através de uma bolsa atribuída pela Fundação Santander.

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“Analisando estudos e dados de associações que representam portadores de deficiência, verificamos que muitos hotéis afirmam ter acessos a utilizadores de cadeiras de rodas, mas na realidade não têm, o que causa grandes problemas”, descreve o jovem, citado na mesma nota.

Além disso, Ricardo Ferreira diz ter percebido “que um utilizador de cadeira de rodas tem de fazer, em média, mais quatro passos do que um utilizador comum para reservar um quarto”.

Já através da futura start-up, o estudante “faz o método de certificação com base no feedback deixado pelos utilizadores, eliminando os problemas da falta de acessibilidades”.

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“Os estabelecimentos hoteleiros que forem certificados por nós, além de estarem identificados no local e numa das secções da aplicação, estarão também disponíveis para reserva na secção da aplicação no Booking”, conta.

Desta forma, “quem anda de cadeira de rodas pode reservar hotéis com a certeza de que estes os podem acolher, sem serem obrigados a fazer passos extra”. Além de esperar que “a “EasyWay” venha a ter impacto no mercado nacional, validando assim o funcionamento do ‘core business’”, o jovem tem a ambição de “no futuro tentar alcançar o impacto internacional”.

“O incrível desafio de construir uma start-up funcional em três semanas tem-me mostrado que é importantíssimo seguir-se um processo ou um plano para que seja possível criar um projecto escalável”.

“Tem sido interessante experienciar a conjugação da teoria que tenho aprendido ao longo do curso no IPS, desde a formulação de questionários para validar o segmento de clientes em que a empresa irá actuar até ao planeamento do ciclo de financiamento de uma start-up”, revela.

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