11 Agosto 2022, Quinta-feira
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PCP diz que Península de Setúbal foi abandonada pelos sucessivos governos

Na abertura das Jornadas Parlamentares do partido comunista Paula Santos sustentou que esta região tem “características ímpares” para a produção nacional

 

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A líder parlamentar comunista considerou esta segunda-feira que a Península de Setúbal foi “deixada ao abandono pelos sucessivos governos”, apesar de ter “características ímpares” para a produção nacional, e é também onde mais se sente a falta de médicos.

Na intervenção de abertura das Jornadas Parlamentares do PCP, que se realizam na Península de Setúbal, Paula Santos sustentou que esta região “tem sido deixada ao abandono pelos sucessivos governos” e a “concretização de investimentos estruturais essenciais para o seu desenvolvimento e para o país é constantemente adiada”.

Em Palmela, a líder parlamentar do PCP advogou que esta região “tem características ímpares para a promoção da produção nacional”, nomeadamente uma “forte actividade industrial”, a “presença de sectores produtivos, na agricultura e nas pescas, e a actividade de muitas micro, pequenas e médias empresas”.

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“O desinvestimento a que a região de Setúbal tem sido sujeita é muito prejudicial”, reforçou a deputada eleita por este distrito nas legislativas de 30 de Janeiro.

Paula Santos elencou os investimentos “que são cruciais” para dinamizar o tecido produtivo desta península: a ampliação do aeroporto de Lisboa ao Campo de Tiro de Alcochete, a terceira travessia do Tejo rodoferroviária, a plataforma logística do Poceirão, o alargamento do Metro Sul do Tejo e a requalificação de escolas e equipamentos sociais para crianças, idosos e pessoas com deficiência.

A saúde é uma das temáticas centrais das primeiras Jornadas Parlamentares do PCP nesta legislatura e, apontam os comunistas, a região de Setúbal é “uma das regiões onde é mais sentida a falta de profissionais de saúde”.

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“Há 186.377 utentes sem médico de família, o que corresponde a 22,4% da população (…). Faltam profissionais de saúde para assegurar o adequado funcionamento dos serviços públicos”, nomeadamente os serviços de obstetrícia, completou a deputada comunista.

Os investimentos na área da saúde tardam, argumentou Paula Santos, principalmente a construção do Hospital do Seixal, a ampliação do Hospital de São Bernardo, a requalificação do Hospital Garcia de Orta e a construção de um novo hospital para servir as populações do Montijo e Alcochete.

As Jornadas Parlamentares do PCP realizam-se entre hoje e terça-feira na Península de Setúbal e incidirão em questões como o aumento dos preços, a valorização do trabalho e as carências da saúde.

Durante a tarde de hoje, Paula Santos vai encontrar-se com trabalhadores da Autoeuropa.

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