26 Setembro 2022, Segunda-feira
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PCP diz que chumbo de moções em Setúbal foi derrota de projecto de instrumentalização do município

Os comunistas salientam os testemunhos de vários cidadãos de países de Leste, incluindo ucranianos, que elogiaram o trabalho de Igor Khashin e da mulher

O PCP defendeu nesta quinta-feira que a rejeição pela Assembleia Municipal de Setúbal das moções de censura de PS e PSD ao executivo camarário representam a “derrota de um projecto de instrumentalização do município” para colocar em causa a CDU.

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“A rejeição das moções de censura, apresentadas por PS e PSD, na Assembleia Municipal de Setúbal, representam a derrota de um projeto de instrumentalização do município para colocar em causa o excelente trabalho que está a ser realizado pela CDU”, lê-se num comunicado da comissão concelhia de Setúbal do PCP.

Para os comunistas, o que “sobressai da última reunião da Assembleia Municipal”, realizada na passada terça-feira, é o reconhecimento do trabalho do município, “em articulação com diversas entidades do movimento associativo, em particular de imigrantes, e estruturas da Administração Central, no acolhimento de imigrantes e refugiados em Setúbal”.

Na nota, o PCP salienta também os testemunhos de vários cidadãos oriundos de diversos países de Leste, incluindo vários ucranianos, na última reunião da Assembleia Municipal de Setúbal, que elogiaram o trabalho desenvolvido desde há muitos anos por Igor Khashin e a mulher, os dois cidadãos russos da Associação dos Imigrantes de Países de Leste (Edinstvo), envolvidos na polémica sobre o acolhimento de refugiados ucranianos em Setúbal.

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“Na Assembleia Municipal de Setúbal, os testemunhos de cidadãos oriundos de diversos países de Leste e, em particular, da Ucrânia, dando conta deste trabalho de acolhimento e integração em Setúbal, demonstraram uma comunidade pacífica, solidária, unida, que não tem culpa das decisões dos governantes dos seus países e que não alimentam discursos de ódio e de guerra”, sublinha o PCP.

Os comunistas consideram ainda que na última reunião da Assembleia Municipal “ficou também claro que o trabalho realizado [pela Câmara de Setúbal] nunca deixou de ser articulado com diversas entidades da Administração Central, nomeadamente, o Alto Comissariado para as Migrações, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Instituto do Emprego e Formação Profissional”.

O PCP considera também que está em curso uma “campanha que tenta ilibar o Governo de eventuais responsabilidades” e adianta que “situações similares noutras autarquias geridas, ora por PS, ora por PSD, não levantam quaisquer questões”.

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A estrutura local do PCP realça ainda na nota que o partido “não apoia a guerra” e “não tem nada a ver com o governo russo e o seu presidente”.

A moção do PSD pedia a demissão do presidente da Câmara de Setúbal, André Martins (CDU), e foi rejeitada com 18 votos contra, oito votos a favor e 11 abstenções.

O texto do PS, que visava apenas a censura da gestão autárquica e não apenas na questão da recepção aos refugiados ucranianos, teve 17 votos contra, 13 votos a favor e sete abstenções.

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