11 Agosto 2022, Quinta-feira
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Onda ‘rosa-choque’ varre a capital do distrito

Socialistas cresceram 6,75% em Setúbal. Chega teve ascensão meteórica. BE foi o grande derrotado

 

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A onda “rosa-choque” que varreu o País de lés a lés na noite eleitoral de domingo também se fez sentir na capital do distrito. No concelho de Setúbal, o PS reforçou a votação e deixou a léguas as restantes forças políticas.

Com 26.553 votos (mais 6.118 do que nas legislativas de 2019), que se traduziram em 44,58 pontos percentuais (uma subida de 6,75%), os socialistas reeditaram novo triunfo.

Mas foi da direita que vieram as surpresas – e os principais indicadores a ter em consideração num futuro próximo. A arquitectura política foi redesenhada por Chega e Iniciativa Liberal (IL). Sobretudo pelo primeiro destes dois partidos, que cresceu de 1,79 para 9,03%, registando 5.378 votos (mais 4.413 face às anteriores eleições), o que lhe permitiu galopar de sétima para terceira força mais votada.

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Já a IL encheu o olho ao passar de 0,96 para 5,52%. Em 2019 estreara-se com 519 votos no concelho sadino; hoje defende a confiança de 3.288 eleitores, enquanto sexto partido mais votado.

Também o PSD aumentou a votação, comparativamente com o resultado alcançado em 2019. Manteve-se como segundo partido mais votado e, a par dos socialistas, também ultrapassou os dois dígitos em termos percentuais, com um aumento ténue – passou de 15,97 para 17,98%, mercê dos 10.710 votos recolhidos (mais 2.081 do que há pouco mais de dois anos).

As perdas registaram-se à esquerda. O Bloco de Esquerda (BE) foi quem mais sofreu: baixou de terceira para quinta força mais votada – dos 7.258 votos alcançados em 2019 (13,44%) viu-se agora reduzido a 3.678, praticamente metade (6,17%). A CDU, outra das forças derrotadas na noite de domingo, apesar de perder 2.020 votos ultrapassou os bloquistas e manteve-se como quarta força no concelho. O PCP-PEV passou de 13,31 (7.190 votos) para 8,68% (5.170 votos).

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O PAN – que em 2019 tinha conseguido um mandato pelo distrito – também não fez melhor. Os animalistas passaram de 4,57 para 1,98%, perdendo 1.291 votos em relação aos 2.469 conseguidos anteriormente.

Entre os partidos tradicionalmente mais votados, o PS foi excepção à esquerda e o CDS à direita. Os centristas, que já haviam dado sinais de fragilidade em 2019, baixaram de 3,54 para 1,15%, ficando reduzidos a apenas 686 votos.

A abstenção atingiu os 43,68% (menos 4,81 pontos percentuais face a 2019).

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