4 Dezembro 2021, Sábado
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Navigator reforça aposta na preservação ambiental com nova linha de produtos para embalagem

Submarca da solução recém-criada já foi adoptada para uso pelo Museu Cristiano Ronaldo e pelo Real Madrid, entre outros

 

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Acelerar a transição do uso do plástico para o de fibras naturais, sustentáveis, recicláveis e biodegradáveis é o objectivo da nova linha de produtos de embalagem (“packaging”) que a The Navigator Company lançou no início do mês, através da marca “gKraft”.

A empresa, que detém um complexo industrial na Mitrena, Setúbal, aproveitou a entrada em vigor da nova legislação que proíbe os plásticos de utilização única, no passado dia 1, para oficializar o lançamento da marca.

Este foi mais um passo no sentido de reforçar o “compromisso assumido com a sustentabilidade e preservação do Ambiente”, afirma a empresa. “A gKraft revela-se como a solução que garante a redução do recurso a materiais de origem fóssil, como é o caso da generalidade do plástico, optando por materiais de base renovável e biodegradável a partir da floresta – ‘From Fossil to Forest’ – permitindo assim a construção de um futuro sustentável”, justifica a Navigator, em comunicado.

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Ao mesmo tempo o grupo empresarial lembra que “os produtos de base florestal, particularmente os obtidos a partir de florestas plantadas, são fundamentais para a transição de uma economia linear e fóssil (hostil para o clima e, por isso, sem futuro) para uma bio-economia circular sustentável, favorável para a natureza e neutra para o clima”.

As novas soluções de embalagem foram criadas a pensar “nas necessidades específicas” dos segmentos industrial e retalho (alimentar, restauração, farmacêutico, vestuário e cosmética).

A gKraft, avança a companhia, “agrega três submarcas” – “A FLEX, pensada para o desenvolvimento de embalagens flexíveis destinadas à indústria alimentar, restauração e comércio farmacêutico; a BAG, destinada a embalagens para produtos de retalho (usada já por grandes marcas internacionais como Zara, Victoria Secret, Desigual, Nike, Museu Cristiano Ronaldo ou Real Madrid); e a BOX (focada em papel para caixas de cartão canelado), destinadas à indústria e ao retalho”.

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Embalagens “mais leves e com a mesma resistência” são assim conseguidas através desta “nova gama de papéis”, a qual, garante a Navigator, é “também mais segura e higiénica para o contacto com a pele e alimentos”.

De resto, a empresa sublinha que assegurou “a aprovação dos papéis para contacto alimentar junto do ISEGA, instituto alemão de certificação de produtos de embalagem, bem como junto do InnovHub em Milão”.

Segredo estava no eucalipto

Além disso, a nova marca “disponibiliza um selo de qualidade que poderá ser aplicado por todos os produtores que usarem o papel gKraft como matéria-prima”, adianta a companhia.

“Este selo de qualidade é, no fundo, uma garantia única para o consumidor final, pois assegura que o produto que está a utilizar, sendo uma solução natural, reciclável e biodegradável, contribui para o aumento da fixação de carbono, produção de oxigénio, protecção da biodiversidade, fertilização do solo e para o combate às alterações climáticas”, explica.

O Eucalyptus globulus é a espécie do eucalipto utilizado na produção do papel para estas embalagens. E é tida pela Navigator como “uma matéria-prima muito adequada”, já que constitui “uma alternativa quer às fibras longas do norte da Europa quer à utilização das embalagens de plástico”.

Até há pouco tempo as características desta matéria-prima, para este efeito, eram desconhecidas, reconhece a empresa que até vai mais longe ao revelar que “são poucas as espécies florestais, [se é que existe mais alguma], com a [mesma] versatilidade e capacidade de exponenciar a qualidade de papéis tão diversos, como os higiénico-sanitários, impressão e escrita, decor, especiais para uso em filtros, sacos de chá, e agora também no segmento de embalagem”.

Ainda de acordo com a companhia, “a utilização da fibra virgem do Eucalyptus globulus vem potenciar o uso eficiente de recursos numa lógica de ‘More With Less [mais com menos]’”. Ou seja, “permite que os mesmos metros quadrados de área florestal dêem origem a mais metros quadrados de sacos ou caixas de papel”.

O que é possivel, primeiro por “a produtividade florestal do eucalipto ser superior (cinco vezes) à do pinheiro nórdico; segundo, por “exigir menor quantidade de madeira de eucalipto para a mesma quantidade de papel”.

Outra vantagem prende-se com o facto de a morfologia desta espécie de eucalipto ser também “reconhecida por potenciar mais ciclos de reciclagem” comparativamente com outras fibras papeleiras, tal como demonstrado “em diversos estudos laboratoriais desenvolvidos em universidades japonesas e portuguesas e, ainda, pelo Instituto de Investigação da Floresta e Papel (RAIZ)”, frisa a Navigator, a concluir.

Marca gKraft significa ‘força’ e ‘poder’ aliados à espécie da matéria-prima usada na produção

A Navigator descodifica também a designação da marca gKraft. “Utiliza o termo ‘Kraft’ que significa ‘força’ e ‘poder’ e remete para o processo de fabrico utilizado pela empresa, no qual as fibras obtidas têm melhores propriedades mecânicas e maior resistência”.

Já o significado do “g” em “gKraft” remete “para a espécie – globulus – do eucalipto utilizado na produção do papel”. Mas também, acrescenta a empresa, “para as várias características” que definem o novo produto: “good, green, game changer, guaranteed results, e growth.

Este foi “mais um passo na inovação”, salienta a companhia que produz papéis para embalagem “há quase 20 anos”. Mas estas soluções começaram a ser desenhadas recentemente.

A empresa aproveitou “o período de pandemia” para dinamizar “um programa de investigação, desenvolvimento e inovação, liderado por uma equipa multidisciplinar, suportada pelo RAIZ”, o qual permitiu “tirar partido da especificidade da estrutura molecular e da morfologia das fibras de Eucalyptus globulus para o desenvolvimento de materiais papeleiros resistentes e sustentáveis”, explica a Navigator, que se assume como produtor integrado de floresta, pasta, papel, tissue e bioenergia.

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