23 Setembro 2021, Quinta-feira
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Sapadores de Setúbal reivindicam “condições e diálogo” com a autarquia em protesto frente à Câmara

Profissionais escolhem Dia da Cidade para fazer greve “para que tivessem o direito de não participar nas comemorações”

 

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Munidos de buzinas, apitos e cartazes, cerca de quatro dezenas de bombeiros dos Sapadores de Setúbal fizeram-se hoje ouvir frente aos Paços do Concelho, ao reivindicarem “melhores condições e mais diálogo por parte da Câmara Municipal de Setúbal”.

No dia dedicado à cidade e a Bocage, os profissionais estiveram igualmente em greve “para que tivessem o direito de não participar nas comemorações”, uma vez que “são obrigados a participar na formatura”.

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Quem o explica é Ricardo Cunha, dirigente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, para em seguida afirmar que “esta acção resulta do culminar de muitos anos de perseguições e maus-tratos”.

“Os profissionais tinham de vir mostrar a sua indignação. Decidimos hoje porque é um dia simbólico e para que a presidente da Câmara Municipal veja que os bombeiros não estão contentes”, disse.

A manifestação, acrescenta, foi planeada tendo em conta a não comparência do vereador da Protecção Civil, Carlos Rabaçal, e do comandante dos Sapadores de Setúbal, Paulo Lamego, a uma reunião marcada pela estrutura sindical a 24 de Junho com a autarquia.

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O encontro, entre outros pontos, serviria para abordar igualmente “a falta de materiais”, nomeadamente “a necessidade de uma escada de alumínio”. “A Câmara Municipal não gasta dinheiro a equipar os bombeiros com uma escada de alumínio, mas gasta meio milhão de euros a embelezar uma rotunda. Com meio milhão de euros compra-se uma escada de alumínio com rodas e motor”, ataca.

Os “vinte processos disciplinares aplicados no último ano” foram também relembrados por Ricardo Cunha, ao garantir que “alguns bombeiros precisaram de ser seguidos por psiquiatras devido a estas situações”.

Também presente esteve Luís Maurício, presidente da distrital de Setúbal do Chega e cabeça-de-lista do partido à Câmara nas próximas autárquicas, que aproveitou para se juntar aos manifestantes. Para Luís Maurício, um dos maiores problemas na Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal é “a falta de uma embarcação”.

“Se alguém cair ao rio, os bombeiros não têm meios para ir buscar a pessoa. Numa cidade que tem um estaleiro naval e muita indústria, como é que isto é possível?”, questionou.

O SETUBALENSE tentou novamente chegar à fala com a vereação, mas a autarquia informou apenas remeter comentários sobre o assunto posteriormente.

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