24 Maio 2022, Terça-feira
- PUB -
InícioLocalSetúbalTaxistas atravessam tempos difíceis com praça frente à gare na 5 de...

Taxistas atravessam tempos difíceis com praça frente à gare na 5 de Outubro a funcionar a conta-gotas

Volume de negócios caiu abruptamente nos últimos cinco meses com ‘desaparecimento’ da estação de camionagem da 5 de Outubro

 

- PUB -

O negócio dos táxis, a par do comércio local instalado perto da antiga gare de Setúbal, foi fortemente afectado pelo ‘desaparecimento’ da estação de camionagem da Avenida 5 de Outubro.

O fecho dos ‘Belos’ já provocou, inclusive, o encerramento de uma das praças de táxis que antes funcionava na zona. A que se mantém ‘de pé’, localizada junto à lateral do edifício, agora sem movimento e com um aspecto abandonado, luta diariamente pela sobrevivência.

O serviço, outrora bastante procurado, funciona agora a conta-gotas. No local permanecem actualmente pouco mais de três taxistas, quando antes a praça encontrava-se quase sempre lotada, com uma capacidade para sete veículos em simultâneo.

- PUB -

“Isto caiu, a bem cair”, começa por explicar Rui Ferreira, taxista há 15 anos naquela praça, a O SETUBALENSE. Se tiver de estimar, diz que o serviço decresceu nos últimos cinco meses “entre os 70 a 80%, superando as perspectivas mais pessimistas”.

“Chegamos a estar duas, três horas à espera de serviço”, confessa, para em seguida acrescentar: “Pensámos que isto se mantivesse, mas não, isto não tem movimento nenhum”.

Já Fernando Jacinto, também profissional experiente, diz lamentar a morte da praça, ao mesmo tempo que relembra, com saudade, a época em que esta era bastante movimentada. “Quando comecei, disseram-me logo para vir para a rodoviária porque era a melhor”, confessa.

- PUB -

Foi este um dos primeiros conselhos que recebeu enquanto novato, já lá vão 22 anos. Para os dois taxistas, é urgente definir-se um futuro para o edifício da estação rodoviária na Avenida 5 de Outubro, assim como são incompreensíveis os sucessivos adiamentos da inauguração do Terminal Interface da cidade, na Praça do Brasil, para o qual foi garantido uma nova praça de táxis, explica Rui Ferreira.

“Temos de aguardar até aquilo abrir, ou deixar de abrir, e temos de andar por aqui”, desabafa.

Fernando Jacinto, por sua vez, é da opinião de que o histórico imóvel não deveria de ser abandonado. Ao apontar para a gare, sublinha: “Isto aqui não devia de morrer totalmente”. “Deviam deixar alguma coisa, não sei, porque destas ruas vem muita gente apanhar táxis”, sublinha.

No que diz respeito à nova estação intermodal, o experiente taxista reconhece que a ideia não é negativa, mas que seria um erro os autocarros abandonarem por completo o espaço na Avenida 5 de Outubro, já que este representa centralidade e proximidade ao centro da cidade.

Sobre o terminal edificado na zona da Várzea, Rui Ferreira disse considerar a infra-estrutura bastante deficitária nas condições que oferece aos utentes e aos autocarros, também porque não tem uma praça de táxis.

Tais entraves acabam por obrigar os profissionais a ter de aceitar serviços em outras zonas da cidade. “Estamos a sobreviver”, revelou Rui Ferreira, a concluir.

Comentários

- PUB -

Mais populares

Piscina na urbanização dos Fidalguinhos está quase a sair do papel

Obra de 3,5 milhões de euros já tem projecto e concurso pode avançar ainda este ano. Futuro equipamento terá capacidade para cerca de 700...

Cidade perde rede de agentes com chegada da Transportes Metropolitanos de Lisboa

Rede com mais de uma dezena de estabelecimentos, construída pelos TST, desfeita com chegada de nova transportadora, prejudicando utilizadores mais velhos

Jovem sequestrado e violado em casa de banho da estação de comboios de Coina

Rapaz de 16 anos foi abusado por homem de 43. Violador está agora em prisão preventiva
- PUB -