26 Julho 2021, Segunda-feira
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Profissionais do Centro Hospitalar de Setúbal mais protegidos com capacetes inovadores no País

Ao todo, foram adquiridos 35 equipamentos, que filtram 99,9% do ar, incluindo o contaminado pelo vírus

 

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A segurança dos profissionais de saúde do Centro Hospitalar de Setúbal, que diariamente estão em contacto com doentes infectados com a covid-19, foi recentemente reforçada com a aquisição de capacetes portáteis, inovadores no País, em substituição das máscaras FFP2.

Ao todo, foram adquiridos 35 novos equipamentos para o Hospital de São Bernardo, os primeiros a ser implementados a nível nacional, “cujo valor unitário ronda os mil euros, em que o sistema, além da filtragem de ar, cria uma pressão positiva dentro da cogula [ou capacete], de forma a evitar que o ar filtrado entre”, explicou Jorge Santos, técnico hospitalar da MBA Portugal, empresa intermediária na compra dos capacetes, a O SETUBALENSE.

Esta segurança é garantida graças ao sistema do equipamento, “constituído por uma unidade portátil com capacidade de filtragem de ar de 99,9%, através de um filtro HEPA e por uma cogula (“headtop”), que pode ter dois formatos: um mais longo que desce até aos ombros e outro mais curto em forma de capuz”.

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Os capacetes, designados ‘PeRSo’, foram desenvolvidos “por profissionais de saúde da Universidade de Southampton, em Inglaterra”. “Estão certificados para uso por parte de profissionais de saúde, socorristas e outro pessoal envolvido nos esforços para controlar a covid-19 e evitar a sua propagação”, garantiu Jorge Santos.

O ‘PeRSo’ funciona a bateria, com uma duração estimada entre oito e 14 horas, “devendo a mesma ser verificada antes de qualquer utilização”. Já o filtro HEPA poderá ser utilizado “durante cerca de um ano”, com a sua condição a aparecer no ecrã presente no equipamento.

As cogulas são reutilizáveis, “mas são pessoais e intransmissíveis”, enquanto que “só os motores e filtragem de ar podem ser utilizados por todos, após a devida desinfecção”. “Cada profissional ficará responsável pela sua cogula, assim como ficará à sua responsabilidade a desinfecção do material no fim do trabalho, ou esterilização caso se aplique, como acontece, por exemplo, em contexto bloco operatório”, explicou o técnico hospitalar.

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A sua colocação requer “a ajuda de um segundo elemento”, assim como o processo de retirar. “O ‘PeRSo’ privilegia a segurança, a protecção efectiva e um conforto sem precedentes para os profissionais em contacto com doentes de risco e em situações de variada índole, em que a segurança seja crucial”.

Ao contrário das máscaras FFF2 e FFF3, as habitualmente utilizadas em contexto hospitalar, os novos equipamentos permitem aos profissionais de saúde “trabalharem com conforto”. “As caras em ferida estão hoje a voltar, com o número crescente de casos de internamento. Com as máscaras desconfortáveis, eles não deixam de estar protegidos, mas o desconforto que sentem é muito grande”, referiu.

Assim, com esta aquisição, implementada há cerca de um mês, os profissionais passam a puder trabalhar com mais comodidade, com os equipamentos apossuírem “um sistema reutilizável, de capuz que não requer ajuste à cara e que permite uma melhor qualidade no atendimento, com os pacientes a puderem ver o rosto do utilizador”.

Depois da sua entrega, “foi realizada uma formação, para que todos aprendessem a utilizar o material”. Além das 35 unidades, o Centro Hospitalar de Setúbal reforçou o pedido “com a compra de 200 consumíveis, que são as cogulas”.

No que diz respeito ao reforço do número de ‘PeRSo’, Jorge Santos refere que “só a evolução da pandemia poderá ditar essa necessidade”.

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