1 Agosto 2021, Domingo
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Projecto da Socorros Mútuos promete combater isolamento e promover qualidade de vida dos idosos

Iniciativa “Seniores em Movimento” é gratuita e destina-se aos seniores com mais de 65 anos e residentes na União de Freguesias sadina

 

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Com o encerramento dos espaços de convívio, de cuidados médicos e fisioterapia no último ano, derivado da pandemia, os idosos viram-se forçados a estar fechados em casa.

Um simples olá, um abraço, um toque ou uma caricia passaram a ser gestos quase que impossíveis de alcançar, o que levou à deterioração da saúde física e mental de muitos seniores, especialmente dos que têm patologias associadas.

Estes ‘tempos’, que parecem já longínquos, são recordados por Ramires Patrício, carinhosamente conhecida por Rita, com saudade.

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Os dias da idosa, com 83 anos, eram passados no Centro de Dia da Associação de Socorros Mútuos Setubalense (ASMS), espaço que lhe dava “muito gosto” de estar, pelo “convívio que lhe era proporcionado”, contou a O SETUBALENSE.

A ASMS, na pessoa de Sandra Costa, ao ver que a saúde física e mental dos seus utentes, assim como de outros idosos da comunidade, estava a ficar afectada, decidiu criar um projecto que fosse ao encontro das necessidades dos idosos.

A ideia, referiu a autora do projecto, é “contribuir para a promoção e adopção de estilos de vida saudáveis e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas, e diminuir o isolamento e solidão dos seniores”.

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Foi assim que nasceu a iniciativa “Seniores em Movimento”, em que, para a sua implementação, foi feita uma candidatura aos quadros de apoio do Portugal 2020.

A inscrição é gratuita e destina-se aos seniores com mais de 65 anos e residentes na União de Freguesias de Setúbal, uma vez que esta é a área de abrangência da instituição, onde existe já algum diagnóstico da comunidade idosa e devido também a exigências da candidatura.

O projecto encontra-se organizado em três fases, como explica Sandra Costa: “Exercício ao ar-livre, no domicílio e no ginásio, adaptado às patologias e necessidades dos idosos, em sessões individualizadas com Inês Gonçalves, a fisioterapeuta do projecto”.

Nesta fase inicial, de acordo com a fisioterapeuta, os idosos estão a fazer trabalhos de “mobilidade geral”, que vão permitir à profissional perceber as suas condições e quais as limitações físicas a serem trabalhadas no futuro.

Em seguida, Inês Gonçalves destaca a importância da iniciativa, numa altura em que os idosos se sentem “parados, quietos e sós”. Isto, na sua perspectiva, “resulta do seu isolamento constante”, uma vez que os idosos “não puderem conversar com ninguém e não tiveram como se exercitar”.

O factor “gratuitidade” é também muito importante, já que em condições normais, de acordo com a fisioterapeuta, “os idosos ou as suas famílias não têm condições de suportar este tipo de cuidados”.

Quanto às sessões, garante que estas “permitem elevar a mobilidade, mas também a auto-estima e confiança dos idosos”, estando a “receber um feedback bastante positivo”. “Existem idosos que confessaram já sentirem a sua máquina a trabalhar”, acrescentou.

É o caso de Ramires Patrício, que reconhece a importância das sessões para a manutenção da sua independência e elevação da sua auto-estima. Enquanto é acompanhada por Inês Gonçalves em alguns exercícios na sala de sua casa, confessa: “Enquanto eu puder estar assim, fazer as minhas coisinhas e conseguir estar aqui em casa, era muito bom”.

Já Fernando Paulino, presidente da associação, realça a relevância social da iniciativa, especialmente nas vertentes que procuram combater o isolamento e promover a qualidade de vida sénior, e enaltece os esforços que têm sido feitos, tanto a nível pessoal como, para se manter a qualidade dos serviços e a relação com os utentes.

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