10 Maio 2021, Segunda-feira
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Teporset promete medidas de compensação ambiental devido a poluição de pradaria marinha

Concessionária lamenta que escorrência de sedimentos tenha afectado em Janeiro uma área de 0,3 hectares

 

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As empresas concessionárias do terminal Teporset, em Setúbal, admitiram ontem que houve uma escorrência de sedimentos no Estuário do Sado, que afectou uma pradaria marinha de 0,3 hectares, no seguimento das dragagens efectuadas em Janeiro, adiantando que estão já a avaliar medidas de compensação ambiental.

Em comunicado, a Teporset explica que o acontecimento se deu, segundo o que “já foi possível apurar”, devido ao “galgamento pela água de dragagem das paredes laterais da contenção do canal de escoamento, provocando a inundação dos terrenos adjacentes em terra, com escoamento das águas de retorno para o meio aquático fora do canal existente para o efeito”.

“A concessionária Teporset lamenta a ocorrência”, que acabou por afectar uma pradaria “de reduzida dimensão”, desenvolvida, “crê-se, a partir de 2013, e reforça a sua intenção de repor qualquer dano causado, contribuindo de forma activa e positiva para a recuperação ambiental da referida pradaria”. No entanto, a Teporset garante que “não houve qualquer descarga de elementos externos poluentes”.

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Na referida nota, é indicado que “os sedimentos são constituídos por areias e lodos do próprio rio, previamente caracterizados pelo IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera] e comprovadamente não poluentes, conforme demonstrado pelas análises efectuadas, por serem integralmente naturais e provenientes do mesmo ecossistema”.

A Teporset sustenta, ainda, que “não se verificou, nem se podia verificar, qualquer descarga de elementos externos poluentes, lamas, resíduos ou qualquer outro material de semelhante natureza”. No mesmo documento, é igualmente referido que as duas empresas concessionárias do terminal Teporset, Secil e Cimpor, estão a trabalhar “em estreita colaboração com as autoridades competentes, com os empreiteiros e prestadores de serviços, para a identificação detalhada da ocorrência e estabelecimento de medidas de compensação ambiental”.

As concessionárias do terminal asseguram, também, que a Teporset “contratou todas as competências técnicas e legais para a realização desta obra, segundo os mais exigentes padrões de execução e em conformidade com as melhores práticas do sector”.

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Em Janeiro, na sequência de uma denúncia pública da Ocean Alive, uma Organização Não Governamental (ONG), e da SOS Sado, sobre a poluição de uma pradaria marinha, provocada pelas dragagens junto ao terminal, as duas empresas concessionárias tinham já reconhecido que efectivamente teria ocorrido um incidente.

“Houve uma cedência parcial na parede de contenção das águas de dragagem, causando uma escorrência temporária de água e sedimentos dragados do rio, na zona contígua ao canal pré-existente”, admitiu, na altura, a Teporset. A concessionária deverá ser ouvida amanhã na comissão parlamentar de Ambiente e Ordenamento do Território da Assembleia da República, numa audição sobre as dragagens no Estuário do Sado.

Com GR // VAM // Lusa

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