28 Novembro 2021, Domingo
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Cidade do Conhecimento precisa de arrancar já

Foi apresentado o projecto e o presidente do Pitroda Group Portugal alerta para a importância da celeridade

O plano estratégico da Cidade do Conhecimento foi apresentado ao Conselho Consultivo do projecto, que ouviu com atenção a explicação de Sérgio Barroso, associado da consultara CEDRU (Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urabano), responsável pelo plano.

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Durante a apresentação da estratégia do empreendimento do Pitroda Group, que garante ter investidores para uma ideia que ronda os mil milhões de euros, foi referida várias vezes a necessidade de sinergia entre os actores da sociedade e principais stakeholders da região, não só de Setúbal, como da própria Área Metropolitana de Lisboa. Este projecto, garantem todos os responsáveis, pode ter expressão a nível não só nacional, como internacional, reunidas as condições para o mesmo.

Assente em ideias sustentáveis, de inovação e desenvolvimento para garantir mais talento e, por conseguinte, mais conhecimento, a ideia “estará em velocidade de cruzeiro dentro de vinte anos”, sendo necessário que “todos os parceiros locais, nas suas mais variadas dimensões, estejam preparados para acompanhar”, referiu Sérgio Barroso.

E acrescentou, com o apoio de Gustavo Miedzir, presidente da Pitroda Group Portugal, e Manuel Pisco, vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, que é necessário um novo modelo de “governança”, para combater a burocracia e garantir modelos de decisão céleres que funcionem a um nível local e nas mãos de quem está mais próximo do projecto da Cidade do Conhecimento.

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“É preciso criar um modelo de decisão que dependa de nós, uma mudança de paradigma. Falamos de inclusão, de pessoas e espírito colaborativo”, adicionou Gustavo Miedizr, responsável em Portugal do grupo do indiano Sam Pitroda.

Pensar a longo prazo, mas já

No entanto, a actual existência de investidores, tendo também em conta as contingências da pandemia Covid-19, deve obrigar a acções rápidas. “O projecto precisa do envolvimento de todos para que seja de excelência. O volume de investimento que representa é assinalável. A realidade de hoje permite trazê-lo para Portugal, mas não se sabe como vão pensar os investidores daqui por três anos. Por esse motivo, há que ser diligente”, alerta Gustavo Miedzir.

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Sérgio Barroso, que enumerou uma série de necessidades, mas também de objectivos e identificações de problemas e possíveis soluções, dentro das áreas ambientais, tecnológicas e sociais, garante que “por exemplo, a construção do novo aeroporto é extremamente importante”. “É preciso fazer acontecer”, pede.

“Há uma focalização na economia do conhecimento e na inovação, que tem de ser o core [do projecto], mas que não pode ser simplesmente económico”, frisa o responsável pelo plano estratégico, que deriva e desagua num masterplan para a Cidade do Conhecimento.

Acrescentou ainda que ainda é tornar o distrito de Setúbal numa “força motriz para o país”, identificando ainda “seis pontos críticos” para garantir a “centralidade global na economia do conhecimento: massa crítica, conectividade global, potencial de investigação e desenvolvimento, capital humano qualificado, a questão ambiental e activos sociais e culturais.

Admitiu, contudo, que “no que toca ao capital humano existem desafios muito grandes” e que existe a necessidade de os ultrapassar e “ter um contexto cultural atractivo e confortável para atrair talento”.

A Cidade do Conhecimento prevê a construção de infraestruturas modernas, de escritórios, residências, unidades hoteleiras, um “essencial” centro de congressos, e outras valências, numa área de 180 hectares na zona do Vale da Rosa.

Além do The Pitroda Group LLC e da autarquia, o Conselho Consultivo da Cidade do Conhecimento é constituído pelas cinco juntas de freguesia do concelho, Assembleia Municipal, Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, AICEP Portugal Global, AISET – Associação da Indústria da Península de Setúbal e Área Metropolitana de Lisboa.

BlueBiz Global Park, Centro de Emprego e Formação Profissional de Setúbal, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Fundação Escola Profissional de Setúbal e Instituto Politécnico de Setúbal integram também o órgão.

 

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