30 Novembro 2021, Terça-feira
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Distrito está sem o maior veículo plataforma dos Bombeiros Sapadores depois de acidente no Bairro do Liceu

Ocorrência está a ser investigada pela corporação para apurar se existiram erros, avança o comandante Paulo Lamego

 

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O distrito de Setúbal está neste momento desprotegido do veículo plataforma de socorro com mais alcance, em altura. Trata-se de um equipamento dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, que consegue operar até 45 metros nos edifícios urbanos mais altos e também em unidades industriais, que na passada quinta-feira, teve um acidente e voltou-se numa rotunda na zona do Bairro do Liceu em Setúbal.

Deste, resultou um bombeiro com ferimentos ligeiros e danos na viatura que está agora a ser avaliada, mas tudo indica que a reparação será demorada. “Foram necessárias duas gruas para colocar o veículo plataforma na posição normal, que na sexta-feira recolheu às oficinas da Câmara Municipal de Setúbal”, indica o comandante dos Sapadores, Paulo Lamego.

O problema é que este equipamento, para além da parte mecânica, envolve vária tecnologia, o que obriga à vinda a Setúbal de técnicos da empresa que o fabricou. “Prevejo que a recuperação deste veículo estratégico vai ser bastante morosa dada a enorme complexidade do mesmo”, diz o comandante que, por isso, não pode avaliar quando o mesmo volta a estar operacional.

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“Todos os anos este carro é inspeccionado por pessoal técnico da marca, mesmo assim, em situação normal, este trabalho demora cerca de uma semana, agora é imprevisível saber quanto tempo vai ser necessário”. A parte mais sensível de observar e reparar poderá ser a plataforma, pelos vários sistemas e componentes que envolve. Até que esteja reparado, os Bombeiros Sapadores de Setúbal vão ter de utilizar o seu veículo escada.

Entretanto, a corporação está a avaliar os motivos que levaram a este acidente da viatura que seguia em missão de socorro a uma alegada “tentativa de suicídio num prédio no Bairro do Liceu”, refere o comandante. “Temos de perceber o que correu mal, para que não volte a acontecer”.

No caso do bombeiro, um homem na casa dos 30 anos, que conduzia a viatura, depois de ter ido ao Hospital de S. Bernardo para ser suturado de um “pequeno corte na região lombar”, está agora de “baixa para poder recuperar, quer fisicamente quer emocionalmente”, diz o comandante Paulo Lamego, que comenta que este caso está a ser observado como “um acidente de trabalho”.

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Quanto a como tudo aconteceu, “está a decorrer uma investigação, como sempre acontece quando existe uma ocorrência, inclusivamente quando há carros acidentados nos incêndios onde vamos, por todo o País”.

“Sempre que há um acidente há uma investigação, temos de conhecer e perceber todos os pormenores. Temos de saber se existiram erros para que os mesmos não se repitam e sejam considerados na formação constante dos nossos bombeiros. Quando é preciso mudar procedimentos, mudamos”, assevera o comandante.

Agora com o veículo plataforma fora de serviço, o qual implicou um investimento na ordem dos 600 mil euros, e foi adquirido através do apoio do Quadro de Referência Estratégico Nacional, de 2014- 2015, a corporação está a analisar como vai operar sem o mesmo. Para além do recurso do veículo escada, diz Paulo Lamego que os bombeiros “não estão dependentes das novas tecnologias, estão sempre prontos para usar técnicas mais antigos e preparados para actuar em qualquer circunstância”.

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