30 Novembro 2021, Terça-feira
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Pais queixam-se que a Secundária D. Manuel Martins não está a cumprir todas as normas contra a pandemia mas a escola garante que cumpre

Vice-presidente da escola demonstra-se surpreendida e afirma que “as medidas necessárias estão em vigor”

 

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O ano lectivo 2020/2021 arrancou há menos de uma semana e são já alguns os encarregados de educação que se queixam que os estabelecimentos de ensino não estão a cumprir as normas impostas contra a Covid-19 no regresso às aulas, como tem vindo a acontecer, segundo descreve Sofia Gomes a O SETUBALENSE, na Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal.

Com uma filha a frequentar o 10.º ano, Sofia Gomes garante que “não estão a ser cumpridos os distanciamentos necessários”. Apesar de já ter “tentado ligar para a escola para falar com a direcção”, afirma que “a chamada não é redireccionada para a mesma”. Da parte das auxiliares é-lhe dito que “a educação tem de partir de casa”. “Até aí tudo certo. O problema é que dentro da escola não existe controlo e não são realizadas chamadas de atenção”, refere.

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Segundo a encarregada de educação, “alguns alunos têm entrado na escola sem máscara e o auxiliar que está na portaria não repreende”. Por sua vez, “dentro das salas de aula, local onde os alunos continuam sentados lado a lado, o professor, que poderia dar uma indicação para que os estudantes fizessem uma desinfecção rápida, nada faz”. Inserida numa turma com 28 alunos, Sofia Gomes conta que a sua filha “tem ido para a escola com medo”.

É também este o sentimento que uma outra encarregada de educação, que prefere não ser identificada, diz sentir quando deixa a sua filha, a frequentar o 7.º ano, na Escola Secundária D. Manuel Martins. “Não há ninguém a medir a temperatura à entrada e nas salas não há o distanciamento social que deveria de existir. Esta é uma situação nova que me assusta muito”, afirma. Além disso, segundo descreve, “os alunos deveriam de se manter sempre na mesma sala”, mas no caso da sua filha, colocada numa turma com 23 estudantes, “esta muda de sala duas a três vezes por dia”.

Para Idalécia Neves, vice-directora do estabelecimento de ensino, “a situação exposta não é a revista na escola, que tem accionado um plano de contingência”. “Assisto com perplexidade às declarações dos encarregados de educação e não vejo que isso seja inteiramente correcto pois as medidas necessárias estão em vigor”, afirma.

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Para além de terem “colocado sinaléticas no chão e desfasado os horários das aulas, dos intervalos e do refeitório”, Idalécia Neves explica que “os alunos foram avisados para entrarem na escola apenas quando necessário e para não permanecerem na mesma fora do seu horário escolar”. São, também, “constantemente sensibilizados pelos professores para a gravidade da pandemia”. “Nós estamos solidários com os encarregados de educação, mas tem de ser um trabalho conjunto. Podem sempre colaborar com as suas questões. Estamos disponíveis para ouvi-los”, diz.

 

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