29 Novembro 2022, Terça-feira
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Orcas atacam veleiro em Sesimbra e seguem semi-rígido na Fonte da Telha

Ataque causou danos no leme da embarcação, mas o mesmo não perdeu a navegabilidade

 

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Luís Oliveira, de 35 anos, foi alvo de um ataque de orcas ao largo do Cabo Espichel, este domingo, quando fazia o percurso entre Portimão e Cascais num veleiro com 12 metros, tendo sofrido danos no leme, mas não perdeu a navegabilidade da embarcação.

Dois dias depois, na terça-feira, presumivelmente o mesmo grupo de animais seguiu um semi-rígido sem o atacar ao largo da Fonte da Telha.

Este ano, até ao presente, houve 25 interacções com orcas, das quais oito embarcações com danos. Uma naufragou em Sines, no início de Agosto.

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Até ao início de 2019 não havia registo de interacções com estes animais que desde sempre passaram ao largo da costa à caça do atum, mas a partir de 2020 começaram as interacções, muitas perigosas. Em 2019, as autoridades registaram houve 17 ocorrências, oito das quais com danos nas embarcações, nomeadamente o leme. Em 2021 foram registadas 61 ocorrências, 26 das com danos.

Luís Oliveira, velejador de Sintra, conta que estava com um outro tripulante a passar ao largo do Cabo Espichel, no domingo, quando sofreu o primeiro embate no leme por uma orca sem que se apercebesse de que estava rodeado pelo grupo com cerca de quatro animais.

“Pensei que tivesse chocado com uma bóia de pesca e no momento em que ia desligar o piloto automático senti um segundo embate. Coloquei a embarcação em marcha atrás, mas não fez qualquer diferença e continuei a sentir embates no leme. Nesse momento decidi largar o leme e as orcas faziam o veleiro rodar sobre si próprio.

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Sem conseguir afastar o grupo, o velejador desligou o motor. “Os ataques tornaram-se mais suaves até que ao fim de dez minutos as orcas perderam o interesse e seguiram o seu caminho”, descreve.

O velejador alertou o Instituto de Socorro a Náufragos, que se deslocou ao local com uma lancha de Sesimbra, mas não necessitou de reboque. Seguiu depois para o Porto de Cascais, sem que tivesse problemas de navegação. Sofreu danos no leme.

Dois dias depois, na terça-feira, Miguel Lacerda, velejador presidente da Associação Ambiental Cascaisea, filmou uma interacção pacífica com orcas enquanto seguia num semi-rígido ao largo da Fonte da Telha, em Almada.

No vídeo publicado nas redes sociais, Miguel Lacerda dá conta que a interacção com o grupo de cinco orcas durou cerca de 20 minutos e que chegaram a aparecer golfinhos junto destes animais. O presidente da Associação Ambiental Cascaisea descreve que a interacção decorreu às 14.45 horas a duas milhas da Fonte da Telha quando seguia a bordo do semi-rígido Clean the Sea com outro tripulante.

“Um dos indivíduos era adulto de grandes dimensões, um intermédio e três mais jovens, sendo um muito pequeno. Logo que chegaram perto da embarcação começaram a acompanhar-nos no mesmo sentido”, descreve.

“As emersões eram exageradas (talvez também pelo cachão que se fazia sentir), mostrando sempre toda a cabeça (e olhando para nós) mas sem qualquer comportamento ameaçador. Aquilo que costumamos ter com os golfinhos”, prossegue. O grupo acabou por dispersar ao fim de 20 minutos, pouco depois dos golfinhos terem feito o mesmo.

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