22 Outubro 2021, Sexta-feira
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Além Mar fornece pescado a retalho para mercados e grandes superfícies

Empresa tem exclusivo de quatro barcos de cerco e de pesca de peixe-espada preto

 

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Fundada em 2014, a empresa Além Mar, sediada em Sesimbra, está integrada no negócio do pescado, mais concretamente no comércio a retalho para vendedores que estão nos mercados e para grandes superfícies, como é o caso da parceria com o Intermarché.

A Além Mar, segundo um dos sócios que a gerem, Filipe Lourenço, tem contrato de exclusividade com dois barcos de cerco e também dois de pesca de peixe-espada preto. De acordo com o responsável, o restante stock da empresa é completado por “peixe normal”, comprado em lota, vindo de todo o país, incluindo as ilhas, importando também peixe de vários pontos do mundo.

Como se trata de um bem de primeira necessidade, a empresa, que conta com 25 colaboradores, não sentiu uma grande quebra nas suas contas, anotando um volume de vendas de três milhões e meio de euros no período entre 2019 e 2020. Ainda assim, para colmatar algumas quebras, por altura dos confinamentos, a empresa apostou nas vendas online.

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Apesar do volume de negócios, o responsável alerta para a imprevisibilidade desta sector económico, o que obriga a que a actividade seja gerida diariamente e com alguma ginástica financeira. “O pescado disponível, as condições do mar e do tempo, não permitem grandes previsões”, afirma Filipe Lourenço. Queixou-se ainda sobre o preço galopante do gasóleo, para o transporte do pescado, e os apoios quase inexistentes que recebem. As embarcações, por exemplo, recebem subsídios quando ficam em terra, e Filipe Lourenço concorda e é sensível a tal situação, mas explica que, para a empresas semelhantes à sua, não existe qualquer tipo de apoio. “Eu tenho 25 pessoas, os barcos recebem dinheiro por pararem, e eu continuo a ter os salários para pagar ao final do mês, mais as outras despesas todas, e não tenho ajudas nenhumas”, afirmou Filipe Lourenço, deixando o apelo: “devia haver revisão desta situação”.

Numa altura em que tanto se debate a influência do homem nos ecossistemas marinhos e na quantidade de peixe disponível, o que obriga a limitações na pesca e na actividade humana no mar, Filipe Lourenço mostra-se sensível a tais imposições. Contudo deixa um reparo, mais concretamente sobre a pesca da sardinha: “as investigações que são feitas, são feitas apenas por biólogos e deviam ouvir mais a opinião dos pescadores. No caso da sardinha, nós estamos oito meses sem poder pescar, mas os pescadores dizem que nunca viram tanta sardinha”.

É com satisfação, de acordo com Filipe Lourenço, que a Além Mar detém a classificação de PME líder. “Acrescenta credibilidade junto do consumidor”, confessou o responsável. No momento a Além Mar prepara-se para lançar um projecto de venda online de peixe, para tentar chegar directamente ao consumidor final.

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