4 Dezembro 2022, Domingo
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Abatido a tiro pela GNR no Seixal após roubar arma de militar quando era algemado

Investigação realizada pela PJ acabou, com a esposa da vítima mortal a responder em tribunal por resistência e coacção

 

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Miguel Prudêncio Abreu morreu numa troca de tiros com a GNR no Intermarché, no Seixal, em Dezembro de 2020. A investigação realizada pela PJ de Setúbal acabou, sendo que a esposa da vítima mortal vai responder em tribunal por resistência e coacção.

O homem de 43 anos, pai de Clovis Abreu, que é hoje procurado pelo homicídio de Fábio Guerra, tirou a arma de serviço de um dos militares enquanto o detinham dentro do Intermarché de Fernão Ferro. Após uma troca de tiros, em que este usou a Glock do militar, foi abatido a tiro no parque de estacionamento da superfície comercial.

Um dos militares foi atingido no abdómen e foi submetido a cirurgia, tendo-lhe sido retirado parte do intestino. O outro foi atingido de raspão na perna.

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A mulher da vítima mortal, perante a presença dos dois militares, disse ao marido “mata-os e foge”, tendo ainda impedido que Miguel Abreu fosse detido quando foi abordado e algemado dentro do Intermarché. O homem era procurado para cumprimento de pena por roubo em Setúbal e era também suspeito de roubos em Coruche.

Na tarde da morte de Miguel Abreu, 22 de Dezembro de 2020, perto das 18h30, os dois militares da GNR seguiram o suspeito para dentro do estabelecimento comercial em Fernão Ferro e abordaram-no para o deter. De acordo com o despacho de acusação do MP do Seixal, os militares iniciaram o algemamento pelo pulso esquerdo de Miguel Abreu quando a sua mulher começou a gritar e dizer “mata-os e foge”.

“Miguel Abreu esbracejou e empurrou os militares até que conseguiu apoderar-se da pistola de marca Glock que um militar levava consigo”. Com a arma na sua posse começou a disparar contra eles. Um militar caiu e o segundo tentava imobilizar o suspeito.

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Instalou-se a confusão dentro do Intermarché e foi a esposa de Miguel Abreu que conseguiu que o marido fugisse. “Um militar tentava agarrar Miguel Abreu por trás, tendo a arguida Lisete Cabeça afastando-o”. Nesse momento, Miguel Abreu atingiu o militar que o agarrava no abdómen, entre o colete balístico e o cinturão, e fugiu.

A sua companheira ainda conseguiu travar o segundo militar que estava no chão. “Quando este se tentou levantar, foi impedido por Lisete Cabeça que agarrou na sua pistola e empurrou-o”, descreve o MP. Este acabou por conseguir levantar-se quando o outro militar empurrou Lisete e perseguiu Miguel Abreu para o parque de estacionamento.

No exterior do espaço comercial houve nova troca de tiros entre Miguel Abreu e o militar. O homem de 43 anos acabou por ser abatido a tiro e falecer, mas conseguiu ainda atingir o militar na perna.

O Ministério Público acusou formalmente a companheira de Miguel Abreu por resistência e coacção. O julgamento vai decorrer no Tribunal do Seixal.

Militares ameaçados de morte 

O caso levou a que surgissem ameaças de morte a militares da GNR. A Guarda levou a sério o tom das ameaças e ordenou que os militares passassem a usar coletes à prova de bala durante o serviço, seja nas patrulhas ou em qualquer ocorrência a que sejam chamados.

Nessa altura, um militar da GNR de Sesimbra ouviu um aviso de que o dia das eleições presidenciais seria um dia indicado para vingar a morte de Miguel Abreu.

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