17 Abril 2021, Sábado
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Samuel Cruz toma a defesa da honra de Elisabete Adrião na Assembleia Municipal

A vereadora socialista sentiu-se visada numa moção da CDU na última Assembleia Municipal do Seixal. Elisabete Adrião tem sido envolvida no caso da toma antecipada da vacina contra a covid

 

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A vereadora socialista na Câmara do Seixal Elisabete Adrião, que viu o seu nome envolvido na suspeita de vacinação irregular relacionada com o Instituto de Segurança Social de Setúbal (ISS, IP), afirma que está a ser “julgada na praça pública” com base em “informações incorrectas”. E já veio dizer na sua página de Facebook: “nunca fui beneficiada enquanto funcionária pública, por ser vereadora ou por ser militante do Partido Socialista”.

Na mesma publicação afirma: “não desempenho, nem nunca desempenhei nenhum cargo de direcção ou chefia no ISS, IP”.

Elisabete Adrião, que comenta ter sido vacinada por “trabalhar em visitas a lares” e também “contactar com pessoas com covid para avaliar se precisam de acompanhamento social”, afirma que se sentiu “visada” na última reunião da Assembleia Municipal do Seixal, por causa da questão da vacinação.

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A situação decorreu na sequência da apresentação de uma “moção da CDU” que, embora no seu texto nunca referisse o nome da vereadora socialista, terá dado “azo a essa interpretação”, comenta a vereadora que lamenta não ter tido oportunidade para “exercer” a sua “defesa da honra”.

O que Elisabete Adrião pretendia dizer na Assembleia Municipal acabou por ser contextualizado pelo seu camarada e líder da bancada socialista, Samuel Cruz, em Declaração de Voto, apresentada na reunião deste órgão, a 25 de Fevereiro, e enviada à comunicação social.

Referiu então Samuel Cruz que a vereadora Elisabete Adrião tem sido “vítima duma campanha de assassinato de carácter, acerca do processo de vacinação contra a doença covid-19”.

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Na mesma intervenção, lembrou que a socialista exerce funções de vereadora na Câmara Municipal do Seixal desde 2013, e que “não tem, nem teve nesta autarquia responsabilidades delegadas, à excepção dum curto período de tempo entre os fins de 2017 e o ano de 2018, período que terminou abruptamente, na sequência do voto negativo nas Grandes Opções do Plano e Orçamento de 2018”. O que Samuel Cruz interpreta como um “facto que demonstra o seu desprendimento [Elisabete Adrião] das eventuais benesses que o cargo lhe poderia eventualmente proporcionar”.

Logo a seguir qualificou a vereadora como uma “voz incómoda”, e “não vai deixar de o ser”, isto perante a “diferença de opinião” relativamente à gestão da câmara pela maioria comunista.

Na mesma exposição, o líder da bancada socialista lembrou que a vereadora é licenciada em Acção Social e “é técnica superior da Segurança Social há mais de 20 anos” e que “não desempenha, nem nunca desempenhou, ao contrário do que foi afirmado até à exaustão, nenhum cargo de direcção ou chefia”. E acrescentou, “se dúvidas houvesse, também este facto, demonstra que nunca foi beneficiada enquanto funcionária pública, por ser vereadora da Câmara Municipal do Seixal ou por ser militante do Partido Socialista”.

No seguimento da sua exposição, veio afirmar que Elisabete Adrião “não teve, nem poderia ter, qualquer responsabilidade no processo decisório que conduziu à vacinação de 126 funcionários do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal”.

“Assim, o processo vexatório de que foi alvo, não a mancha só a ela, macula também estes 126 trabalhadores que, também têm família e nada fizeram que justifique tamanha sanha”.

Referiu ainda ser de “informação pública” que “correm neste momento dois inquéritos tendentes a apurar a verdade dos factos, e eventuais responsabilidades decorrentes dos mesmos”, pelo que “não é, pois, este o local [Assembleia Municipal] e o momento de nos pronunciarmos sobre os mesmos”.

Depois de afirmar que a vereadora se apresenta, no mesmo órgão municipal, de “cabeça erguida com orgulho e ciente do dever cumprido de quem está na primeira linha do combate a esta pandemia”, apontou que “vivemos em tempos difíceis, onde a facilidade de acesso à informação não representa mais, e mais esclarecida informação, mas antes patenteia campo fértil para interesses obscuros que manipulam as massas com recurso a informação falsa, ou distorcida”.

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