Escola Tecnológica do Litoral Alentejano instala simulador de ‘data center’

Escola Tecnológica do Litoral Alentejano instala simulador de ‘data center’

Escola Tecnológica do Litoral Alentejano instala simulador de ‘data center’

Eduardo Bandeira, explicou que “vai ser replicado um conjunto de equipamentos e sistemas que são um utêntico ‘data center’, sem computação”

A Escola Tecnológica do Litoral Alentejano (ETLA), sediada em Sines, está a instalar um simulador de ‘data center’ que deverá entrar em funcionamento em dezembro, para responder aos novos investimentos nesta área em curso na região

– PUB –

O novo simulador vai permitir que os alunos desta escola tecnológica, no distrito de Setúbal, possam treinar em sistemas semelhantes aos utilizados em infraestruturas críticas.

Em declarações à agência Lusa, o diretor da ETLA, Eduardo Bandeira, explicou hoje que, em ambiente de sala, “vai ser replicado um conjunto de equipamentos e sistemas que são um autêntico ‘data center’, sem computação”. 

“É exatamente um ‘data center’, obviamente a uma escala que cabe numa sala”, mas com “todas as características” que vão permitir o contacto dos alunos com “sistemas que não podem parar”, mesmo quando ocorre uma falha, assinalou.

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Na área onde, num ‘data center’ (centro de processamento da dados) real, estariam instalados os servidores, serão utilizados equipamentos que “produzem calor” para, assim, testar o funcionamento dos sistemas de climatização, exemplificou.

Haverá “simulações de avarias”, referiu o diretor, sublinhando que o objetivo é ajudar os alunos a interpretarem os “sinais de alerta e os avisos de alarme” para corrigirem eventuais problemas “num ‘data center’ real”.  

Todos os equipamentos necessários à instalação chegaram à escola no início de setembro e a montagem já está a decorrer, com o envolvimento direto de professores e alunos.

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Segundo o responsável, a ETLA integra um projeto europeu dedicado ao “ensino para a indústria dos ‘data centers’”, financiado pelo programa Erasmus, com cerca de quatro milhões de euros, e que reúne oito escolas europeias e oito entidades ligadas ao setor.

No âmbito desse projeto, “a Google decidiu financiar as escolas” para desenvolverem ações dirigidas a este ensino específico, tendo a ETLA, a única do país a integrar o projeto, utilizado esse apoio na criação do simulador, explicou.

No entanto, acrescentou o diretor, como o financiamento da Google não era suficiente, a escola contou também com o apoio de empresas, como a Schneider Electric, no fornecimento dos equipamentos e na “instalação dos sistemas mais críticos”.

Desta forma, “foi possível a ETLA, com os seus recursos muito limitados, fazer este desenvolvimento em termos da formação”, salientou.

O simulador será utilizado, numa primeira fase, pelos alunos dos já existentes cursos de Eletrónica e Automação e também dos que frequentam o curso de Instalações Elétricas, que arrancou este ano letivo.

“O simulador vai servir para treinar os alunos desses cursos, [mas] também vai estar aberto ao exterior, quer para demonstração, quer para formações que se possam fazer à medida das necessidades das empresas”, como a Start Campus, promotora de um megacentro de dados existente em Sines, precisou.

A instalação do simulador surge numa altura em que, segundo o diretor da ETLA, as empresas da região têm sinalizado “uma crescente necessidade de profissionais especializados”, sobretudo nas áreas da eletricidade, eletrónica, automação e manutenção de sistemas críticos.

Além de já ter proposto a criação de uma formação de técnico de sistemas críticos, a escola está também a trabalhar na criação de um protótipo de uma dessalinizadora.

“A Start Campus está a estudar a possibilidade de instalar uma dessalinizadora [nos seus terrenos] e, para isso, desenvolveu um estudo/prova de conceito de uma tecnologia que carece de ser testada”, revelou Eduardo Bandeira.

Para tal, a empresa detentora do megacentro de dados em Sines desafiou a ETLA a receber e testar o “protótipo à escala” de uma dessalinizadora.

“Estamos à espera que cheguem os equipamentos e já temos a equipa de professores e alunos” que ficará responsável por este projeto, cabendo à Start Campus o fornecimento da água do mar, indicou, considerando tratar-se de “mais uma oportunidade muito interessante” para alunos e professores “terem contacto com estas tecnologias”.

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