De hoje a domingo decorre em Santiago do Cacém a Santiagro – Feira Agropecuária e do Cavalo
A 38.ª edição da Santiagro – Feira Agropecuária e do Cavalo, que terá lugar entre hoje e domingo em Santiago do Cacém, apresenta um cartaz musical que congrega diversos tipos de música, com nomes de relevo do panorama musical português.
A abrir o certame, dia 28, quinta-feira, pelas 22h30, sobe ao palco Carlão, o eterno homem do icónico grupo Da Weasel, cujo carisma é transversal a várias gerações de público. Aos 50 anos, Carlos Nobre Neves construiu uma sólida carreira a solo, que conjuga com regressos pontuais e de sucesso dos Da Weasel em festivais importantes, que nos últimos anos tiveram lugar.
Em nome próprio, gravou os álbuns “5-30” em 2014, “Entretenimento”, quatro anos mais tarde e “Quinta essência 75-25”, acabado de sair. Carlão é um músico de partilhas musicais e entre as inúmeras parcerias, destacam-se as efetuadas com Boss AC, Fred Ferreira, Dj Beatbombers, Manuel Cruz, António Zambujo, Slow J, Carolina Deslandes, Marisa Liz, Quatro e Meia, Blaya, Simone, Branko, Tatanka, Stereossauro ou Barbara Tinoco. No palco da Santiagro a festa incluirá seguramente temas como “Bandida”, “Assobia para o lado”, “1986”, “A maior traição” ou “Os Tais”.
Dia 29, pelas 23 horas, é tempo de fado, através de uma voz, uma presença marcante: Raquel Tavares, que gravou o seu primeiro álbum há precisamente 20 anos. Fadista, atriz, apresentadora de televisão, aos 41 anos Raquel Tavares editou há poucos meses o álbum ‘Deles Por Mim (e à antiga)”, no qual faz uma viagem por alguns clássicos do universo do fado, universo que, logo na estreia, lhe atribuiu o Prémio Amália Rodrigues, na categoria “Revelação Feminina”.
Andou pelas principais casas de fado de Lisboa e pelos palcos internacionais de Espanha, Países Baixos, Argentina, São Tomé e Príncipe, República Dominicana, Colômbia, Uruguai, Chile, Cuba, Brasil, França, Inglaterra, Rússia, Angola, Cabo Verde, Austrália ou Irlanda.
“Meu amor de longe”, tema incluído no álbum “Raquel”, de 2016, tornou-se um gigantesco sucesso, o mesmo acontecendo com a homenagem – em disco – a Roberto Carlos.
No final do ano passado, viveu seguramente um momento alto na sua carreira, ao atuar no mítico Carnegie Hall em Nova Iorque, ao lado de Ricardo Ribeiro e Cristina Branco numa homenagem a Amália Rodrigues.
Sábado, dia 30, a pop ocupa o palco com uma das bandas mais aclamadas que surgiu nos anos de ouro do chamado rock português: Táxi. E quando o nome do grupo portuense surge, uma vasta lista de temas aparece logo no imaginário geral: “Chiclete”, “Queda dos anjos (Rosete) “, “T.V.W.C.”, “TAXI”, “Vida de Cão”, “Manequim”, “Lei da Selva”, “Cairo”…
Entre 1980 e 1986, os Táxi atingiram uma dimensão gigante, com discos de ouro, vendas de muitos milhares de discos, prémios, concertos., entre os quais assumem maior relevo os efetuados nas primeiras partes de Clash e Rod Stewart. Veio então a paragem que durou cerca de 20 anos. Voltaram timidamente em 2006 com concertos nas Queimas das Fitas, mas logo começaram os convites para mais concertos.
Passaram por um período longo e complexo em termos legais, dada a disputa do nome entre os elementos originais da banda. Em 2020 a disputa terminou e João Grande (o eterno vocalista da banda) e Rui Taborda tornaram-se detentores do nome Táxi.
A partir de então, com uma renovada energia, voltaram aos palcos e chegaram ao Coliseu de Lisboa, com enorme sucesso, no final do ano passado. Chegam a Santiago do Cacém para uma noite de entrega musical plena de boas vibrações.
A para terminar a Santiagro, dia 31, o mestre da música popular e “da culinária”, Quim Barreiros. Com quase 79 anos, continua com um ritmo frenético de músicas, de concertos, alimentando sempre o fenómeno que o é, em Portugal.
A listagem de sucessos quase não tem fim: “Mestre de Culinária”, “Os Bichos da Fazenda”, “A Garagem da Vizinha”, “A Cabritinha”, “A Coisa”, “Dar ao Apito”, “Ela Estava Contusa”, “Nunca Gastes Tudo”, “Quem Pode, Pode”, “Deixa Botar Só a Cabeça”, “O Ténis”, “Os Pêlos do Coelhinho”, “O Peixe”, “O Brioche da Sofia”…
E pensar que o seu primeiro disco foi editado em 1971, há 55 anos…
Em criança aprendeu bateria, tocou em grupos de baile, ranchos folclóricos e casas de fado em Lisboa. Depois veio o acordeão e… o resto é história. Uma história que faz sempre história por onde passa. Assim será seguramente no último dia da Santiagro.
Após estes concertos, haverá atuações de diferentes D’Js.
Opinião Musical