31 Janeiro 2023, Terça-feira
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“Temos previsto um investimento de centenas de milhares de euros para acolher procura empresarial”

Álvaro Beijinha, presidente da Câmara, faz balanço positivo de 2022, destaca o aumento na área turística e realça a Heterogeneidade do concelho

 

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Que balanço é que faz de 2022, em termos de actividade económica no concelho, tendo como base os indicadores do IMT ou outros sinais?

Aquilo que temos sentido é positivo, não obstante toda esta conjuntura internacional, que nos afecta a todos, a questão da inflação e da guerra na Ucrânia. O que é certo é que localmente continuamos a sentir muito investimento, muitos novos projectos, nomeadamente na área do turismo, muitas novas unidades que estão neste momento em fase de construção, outras que já abriram durante o ano passado e outras que estão em fase de licenciamento.

Que perspectivas é que tem para o desenvolvimento do concelho a curto prazo, tendo em conta os investimentos que estão previstos para o Litoral Alentejano?

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Pela nossa grande proximidade à Zona Industrial de Sines, somos procurados por muitas empresas de retaguarda. As expectativas, tendo em conta aquilo que são os anunciados e alguns grandes investimentos já em curso na ZIL de Sines ou agora estes projectos mais recentemente anunciados nas áreas das energias renováveis, são altamente optimistas. Do ponto de vista de uma outra actividade importantíssima, o turismo, também temos crescido bastante. Aliás, em 2021, nós já conseguimos ter dados superiores à pré pandemia. É revelador do que tem sido a nossa dinâmica a esse nível, mesmo num ano ainda parcialmente marcado pela pandemia, nós conseguimos obter um maior número de dormidas turísticas em 2021 do pré pandemia, e acreditamos que neste ano de 2022 superámos esses mesmos números. Não só Santiago, mas aqui o Litoral Alentejano, tem tido um forte crescimento nesta área, e assim se espera que vá continuar.

O que é que o município está a fazer, e projecta fazer, para aproveitar esta conjuntura de investimentos, que se espera no Litoral Alentejano?

Estamos num processo de requalificação e ampliação do Parque Empresarial de Vila Nova de Santo André, um investimento de dois milhões e meio de euros, cuja obra está em curso, e esperamos que termine em Maio deste ano. Isto significa que, em termos de oferta, novos lotes, novas áreas para fixação de empresas, vamos ter um aumento de resposta significativo. No caso de Santiago do Cacém, adquirimos recentemente um terreno com cerca de nove hectares, que confina com o actual Parque Empresarial e que está classificado no Plano de Urbanização da cidade de Santiago como área empresarial, o que nos irá permitir ampliar a actual área empresarial e seguramente que irá proporcionar também novos investimentos. No Parque Empresarial de Ermidas temos previsto este ano fazer infra-estruturação de uma zona que também já é nossa, que está classificada como área empresarial mas que não tem infra-estruturas. Nas Ermidas temos sentido uma grande dinâmica empresarial, na parte mais interior do concelho e por isso também temos previsto, já no orçamento que está fechado e que vai agora ser submetido a deliberação, o investimento de algumas centenas de milhares de euros para podermos acolher e recebermos este sentimento forte que temos em termos de procura empresarial.

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Numa perspectiva regional, qual é que é a vocação de Santiago do Cacém em termos económicos?

Nós temos aqui uma realidade um pouco diferente. Esta proximidade a Sines é muito importante para Santiago, porque acaba por estar numa retaguarda e é muito procurada por empresas prestadoras. Temos a questão do turismo, que é algo que tem vindo a crescer bastante nos últimos anos. Desde 2014, triplicámos o número de dormidas turísticas, passamos de cerca de 40 mil para mais de 122 mil. Também temos um sector mais importante também, mais no interior do concelho, que tem a ver com a agricultura. Temos aqui grandes produtores de arroz, de tomate, de milho, é certo que este problema da seca tem vindo a condicionar fortemente o sector agrícola.

Neste momento houve um investimento importante que foi concretizado em 2022, a ligação do Alqueva a uma das nossas barragens, a Fonte Cerne. Estamos a trabalhar, em conjunto com a Associação de Regantes, no sentido de, no futuro, poder concretizar uma outra ligação de Alqueva a uma barragem mais importante, que é a de Campilhas, cuja obra é mais pesada do ponto de vista financeiro e também do ponto de vista da engenharia mais complexa, mas que será importante para dar resposta em anos de seca. É certo que estas culturas de regadio, por ventura os próprios empresários na área agrícola vão ter que equacionar culturas diferentes que, se calhar não necessitam tanta água, mas também temos um grande potencial agrícola e pecuário. Nós, se calhar ao contrário de outros municípios, que estão muito dependentes apenas de um sector da economia, temos uma diversidade de áreas que nos complementam, que fazem, caso uma das áreas sinta uma crise económica, temos as outras para assegurar a dinâmica económica. Nesse sentido eu costumo dizer que nós somos um concelho muito heterogéneo.

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