14 Abril 2021, Quarta-feira
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Rede de distribuição de água aos agricultores de Santiago do Cacém e Odemira alvo de obras

Com um investimento total previsto em 3,4 milhões de euros, que mereceu aprovação ao programa comunitário de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020. Só para Santiago do Cacém o montante atinge 1 milhão e 273 mil euros

A rede de distribuição de água aos agricultores de Santiago do Cacém, Odemira e Ourique vai ser alvo de obras de 3,4 milhões de euros, promovidas pela Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), anunciou o município presidido por Álvaro Beijinha.

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Até à data, segundo a autarquia de Santiago do Cacém, está “confirmado um financiamento de € 1.273.547,13” para intervenções só neste município: “reabilitação/impermeabilização de canal (troço Monte dos Alhos e canal Fonte Serne); reabilitação da rede de rega secundária – Campilhas/São Domingos (Regadeira 28 e Regadeira 03SD) e reabilitação de pontes/canais – Alto Sado (canal de Alvalade)”.

Em termos globais, são 12 projectos para intervenções nas infra-estruturas já existentes da rede de distribuição de água aos produtores agrícolas dos concelhos de Santiago do Cacém, Odemira e Ourique que foram aprovados no âmbito de candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, revelou a ARBCAS.

“Estes 12 projectos equivalem a cerca de 3,4 milhões de euros de investimento e visam melhorar a estrutura de rega de Campilhas e Alto Sado, uma rede de rega com 60 anos, muito antiga, que precisa de ser modernizada e reabilitada para continuar a funcionar durante mais umas décadas”, explicou à agência Lusa Ilídio Martins, director-adjunto da associação.

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As obras, que vão beneficiar “entre 60 a 80 produtores agrícolas” numa área de “cerca de 2 500 hectares”, visam “melhorar a funcionalidade” da infra-estrutura existente para “garantir o fornecimento de água aos agricultores durante várias décadas”, acrescentou o dirigente da ARBCAS, fundada em 1953.

Também com vista à “redução de perdas de água” está prevista nos projectos, que devem avançar no final de 2017, a reabilitação de canais, da rede de infra-estruturas primárias e secundárias (captação, transporte e distribuição de água) e de pontes.

“Estas obras vão ser objecto de contratação pública, o que vai demorar alguns meses, e só podemos fazer obras entre Outubro e Abril de cada ano, porque a nossa função é distribuir água”, disse Ilídio Martins.

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Além dos 12 projectos aprovados recentemente, financiados pelo PDR2020 e pelo Estado, a ARBCAS, que ao todo tem uma área de abrangência de 8 100 hectares, tem mais quatro candidatados a aguardar aprovação no âmbito do mesmo programa.

“As estruturas de base são muito antigas e precisam de ser renovadas e melhoradas para atingir os objectivos [da associação], que é levar a água ao agricultor e fazer com que ele produza para o país”, concluiu o dirigente da ARBCAS.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa
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