23 Maio 2024, Quinta-feira

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Porto de Setúbal instala posto para carregamento de viaturas e barcos eléctricos

Porto de Setúbal instala posto para carregamento de viaturas e barcos eléctricos

Porto de Setúbal instala posto para carregamento de viaturas e barcos eléctricos

A empresa pública Mobi.E vai gerir e monitorizar a rede de postos de carregamento eléctricos dentro do porto

O Porto de Setúbal deu mais um passo no sentido da estratégia pela descarbonização. Em conjunto com a Mobi.E, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) assinou, na passada quinta-feira, um protocolo de colaboração com vista ao desenvolvimento e implementação de estruturas de carregamento eléctrico, incluindo viaturas ligeiras e pesadas, e ainda embarcações de recreio, pesca e marítimo-turísticas.

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A seguir ao acto protocolar, foi inaugurado o Posto de Abastecimento Eléctrico Doca de Recreio das Fontaínhas.

Entretanto, outros pontos de carregamento vão ficar nas áreas de jurisdição da APSS, e vêm complementar as medidas em favor das energias limpas que o Porto de Setúbal tem vindo a tomar, nomeadamente a instalação de painéis solares no parque de estacionamento do edifício sede, obra já concluída.

Sobre o posto de abastecimento eléctrico, comentou o presidente do conselho de administração da APSS, Carlos Correia, no encontro para assinatura do protocolo, que “este é mais um passo na definição da estratégia que definimos para o Porto de Setúbal que designámos por Hub2Green Setúbal, e inclui um conjunto de acções de transformação com o compromisso do futuro sustentável do Porto de Setúbal”.

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Por sua vez a Mobi.E, que se  fez-se representar pelo presidente do conselho de administração, Luís Barroso, fez notar que esta empresa pública gestora da Rede de Mobilidade Eléctrica, criada em 2015, “está à frente” das determinações da União Europeia no que respeita a este sector. Funcionalmente, esta empresa assume a responsabilidade da gestão e monitorização da rede de postos de carregamento eléctricos, designadamente em termos de fluxos energéticos, de informação e financeiros.

É neste papel de dinamizadora e facilitadora no âmbito do processo de transição para a mobilidade eléctrica em Portugal, que vai estar ao lado da APSS funcionando como o instrumento público para o desenvolvimento da mobilidade sustentável.

Focando-se na lógica de descarbonização do Porto de Setúbal, Carlos Correia, apontou que o Hub2Green Setúbal é uma estratégia que visa transformar o Porto de Setúbal num hub económico de desenvolvimento sustentável diferenciador a nível regional, nacional e europeu que parte de uma cadeia de infra-estruturas determinantes para a criação de emprego para acção dos novos clusters da reindustrialização, das economias verdes e da economia circular”, referiu.

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Na sua intervenção, a abrir o encontro “Iniciativa Impactos Positivos” – “Parcerias para a Descarbonização do Porto de Setúbal”, o presidente da APSS focou ainda que para este espaço portuário está definida uma estratégia de desenvolvimento que considera um conjunto de oportunidades associadas à transição energética.

“É do conhecimento público que há grandes projectos de desenvolvimento. O Porto de Setúbal tem uma natural apetência para dar suporte a todo o ecossistema do projecto da eólica offshore, ao projecto europeu e nacional”, disse Carlos Correia acrescentando que o porto tem infra-estruturas de espaço e matéria-prima para esse potencial. Ao mesmo tempo, a APSS “está a desenvolver projectos para fixar em Setúbal a nova indústria associada à energia da eólica offshore que vai atrair muito investimento e criar muito emprego na região”.

“São prioridades estratégicas da APSS a modernização das suas infra-estruturas e equipamentos, a promoção da intermodalidade, a redução de consumos e emissões, a transição energética e digital e inovação”, tudo isto associado ao desenvolvimento da economia local da cidade de Setúbal, apontou o responsável da APSS.

Acrescentou ainda que está a ser desenvolvido um roteiro de acções para a descarbonização e transição enérgica do Porto de Setúbal, a qual passa por medidas como o Projecto Rail2Green, que consiste na electrificação das linhas ferroviárias de acesso aos terminais portuários e o Projecto On-Shore Power Supply que envolve a construção de uma subestação eléctrica de 60KV/15Kv na zona portuária.

Outro caso é o Programa Energi2green para criação de uma comunidade de energia renovável tirando partido dos espaços disponíveis da zona e portuária e industrias na proximidade para a instalação de equipamentos  de energia renovável, eólica e solar para ser usada pelos membros da comunidade portuária e uma quarta medida que consiste no Programa Eco Ap 2030 de reforço da produção de energia fotovoltaica para autoconsumo, caso dos painéis solares no parque de estacionamento do edifício sede da APSS.
“Ambicionamos um Porto de Setúbal como exemplo internacional moderno, eficiente e sustentável é neste quadro que estabelecemos parcerias de colaboração, exemplo disso é o protocolo para a mobilidade eléctrica que assinamos com a Mobi E”, concluiu Carlos Correia.

Receio de acabar a bateria em pleno mar

A mobilidade eléctrica rumo à descarbonização foi tema em debate por um painel de convidados onde estiveram Alexandre Videira em representação da Mobi.E, Isabel Ramos da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), Manuel Novais da Rodocargo, João Gouveia da Antran e Manuel Costa Baz da Sun Concep.

Vários sectores de actividade desde a gestão e monitorização da rede de postos de carregamento eléctricos, veículos pesados, construção de embarcações, logística de transporte e a própria APSS, com os responsáveis a concluírem que a recurso à energia eléctrica é uma perspectiva de futuro, e que é preciso caminhar tendo em conta o fim da energia fóssil.

Mas também ficou patente que esta caminha não pode ser feita ao mesmo ritmo para todos os sectores, sendo a maior dúvida a duração das baterias. Ou seja, o receio de se ficar parado no mar por falta de bateria subsiste, mas concordaram que o mesmo pode acontecer com os combustíveis fósseis; portanto, é uma questão de saber gerir os recursos.

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