26 Junho 2022, Domingo
- PUB -
InícioLocalPalmelaÁlvaro Amaro: “Se a tutela não realizar testes de despistagem no pré-escolar...

Álvaro Amaro: “Se a tutela não realizar testes de despistagem no pré-escolar a autarquia vai avançar”

O presidente da Câmara Municipal assume que a testagem será sempre feita às funcionárias da autarquia

 

- PUB -

A reabertura do ensino pré-escolar está prevista para o início de Junho e se a tutela não avançar com testes de despistagem da Covid-19, aos funcionários, a Câmara Municipal de Palmela assumirá essa missão.

A garantia foi dada ontem por Álvaro Balseiro Amaro, presidente da autarquia, em entrevista a O SETUBALENSE.

“As assistentes operacionais são funcionárias da autarquia. Gostaríamos de ver também os nossos trabalhadores envolvidos nesse plano [que o Governo anunciou para profissionais das creches]. Se não estiverem contemplados nesse âmbito, a autarquia avançará ela própria com a realização de testes a essas, esses, profissionais”, afirmou o autarca, que mostrou ainda abertura para ajudar no processo a realizar nas creches, previstas reabrirem já no próximo dia 18. “São da responsabilidade da administração central, mas cá estaremos para disponibilizar todo o apoio.”

- PUB -

No que toca à realização de testes, o município acaba de ver concluída a primeira fase de rastreios a lares no concelho, no âmbito do plano decidido na Área Metropolitana de Lisboa.

“Num dia ultrapassámos os 250 testes. Aproveitámos toda a capacidade instalada. Os testes cobriram a totalidade das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e ainda permitiram entrar já no campo dos lares privados”, frisou Álvaro Amaro. Por isso, foi “um arranque muito satisfatório”, considerou. “Teremos de ver num próximo momento, que será a 13 de Maio, como conseguiremos fazer uma bateria de testes na ordem das três centenas aos restantes lares”, apontou, deixando críticas à demora de actuação.
“Esta é uma medida preventiva, era essencial e demorou muito tempo a chegar ao terreno. Gostávamos de entrar também num outro grupo, os dos lares não licenciados, porque aí há um universo muito mais numeroso do que o que conhecíamos de início”, salientou, reforçando: “Seria importantíssimo até final de Junho poder-se varrer todos estes equipamentos, bem como centros de acolhimento de crianças, jovens e de portadores de deficiência.” E, ainda sobre os lares por legalizar, acrescentou: “Estimávamos ter 25 lares, casas de repouso, nessa situação. Com o levantamento feito pela protecção civil, com a colaboração dos bombeiros, rapidamente chegámos a 68 equipamentos por licenciar.”

Sobre os mais de 250 testes entretanto já feitos, o autarca disse desconhecer os resultados. “Não conheço nem tenho de conhecer, por ora, os resultados. São comunicados às pessoas testadas. Se até à data não houver alteração do número de casos confirmados e activos por parte da Direcção-Geral da Saúde é porque tudo se mantém com tranquilidade.”

- PUB -

Transportes insuficientes

O fim do estado de emergência e início do desconfinamento faseado marcou o dia de ontem, com a reposição de carreiras e reforço da oferta nos transportes públicos a centrar atenções.

“A oferta já não era a ideal e a nossa expectativa, no plano do transporte rodoviário, é que com a nova concessão possamos chegar a novas carreiras que são indispensáveis à nossa população. A redução que houve pôs em causa o direito à mobilidade para o trabalho de muitos cidadãos. Temos hoje a boa notícia da reposição da carreira 565”, lembrou o edil. “No transporte ferroviário os níveis de serviço, progressivamente este mês, vão aproximar-se dos existentes antes da pandemia. No rodoviário, creio que vai ficar pouco acima dos 50%”, assinalou, considerando que a oferta ao dia de hoje, face às necessidades que se avizinham, “ainda é insuficiente”. “Continuaremos a pressionar para que essa oferta corresponda às necessidades da população”. Até porque, lembrou, “os municípios não deixaram de pagar a comparticipação” no novo modelo gizado na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Propostas à AML

À margem destes processos, o município de Palmela anunciou que apresentou um pacote 70 propostas à AML.

“Visam levar a AML e o POR Lisboa a equacionar a possibilidade de redefinirmos as prioridades de investimento, pensando no período pós pandemia”, explicou, desvendando de seguida: “Medidas de apoio à economia local, aos pequenos produtores, também à área do turismo, da restauração, para as quais são necessárias linhas de apoio”, revelou, olhando sobretudo para este último sector que foi dos que “mais sofreu”.

O documento foca também quem opera na animação turística, nas indústrias criativas e culturais e contempla “medidas específicas para reforçar a competitividade das PME’s, na agricultura e na pesca, também na área da utilização eficiente dos recursos e questões que apoiem a criação de auto-emprego”.

Além disso, avança ainda com propostas para o sector da educação, ao nível do “apetrechamento de equipamentos”, que permitam o ensino à distância e que “não devem sair do orçamento das autarquias”, fez notar o presidente da Câmara. Redireccionar fundos comunitários, redefinir prioridades e reformular a distribuição de apoios para a península de Setúbal, prejudicada por integrar a Grande Área de Lisboa, é a chave.
A finalizar, Álvaro Amaro antecipou um pouco da revisão orçamental do município.
“Vai trazer poucas novidades. O saldo da gerência anterior é de 10 milhões de euros mas está praticamente todo ele afectado às obras previstas”, frisou. Os projectos para o pavilhão da secundária e o novo posto da GNR no Poceirão vão arrancar. Incluídas vão ser as obras resultantes dos processos participativos. De resto, o investimento na rede viária e em infra-estruturação no saneamento básico, estimado em cerca de dois milhões de euros, vai ser realizado.

“Sinto-me um Comando na linha da frente”

Cerca de dois meses depois do impacte provocado pela pandemia na realidade local, o autarca revelou o seu actual estado de alma.

“Como me sinto? Quase como um Comando na linha da frente, procurando dar resposta a tantas situações, algumas impensáveis. Tem sido uma aprendizagem extraordinária que nos leva muitas vezes a ir buscar força, recursos, imaginação que pensávamos não ter”, admitiu.

Os últimos tempos representaram “um desafio enorme”. “Desde a protecção dos trabalhadores e dos concidadãos, ao reforço do material de protecção individual e à pressão junto do Estado Central para a realização dos testes junto das instituições sociais, à reorganização dos serviços e ao apoio social, que obrigam a um esforço muito intenso”, elencou. O desafio, porém, tem sido encarado “com sentido de missão”, apesar de haver “matérias que não deveriam de ser assumidas pelas autarquias”. “Mas não temos cruzado os braços”, concluiu.

Comentários

- PUB -

Mais populares

Avó e mãe de Jéssica cantaram em programa da TVI enquanto menina estava sequestrada

Família materna da vítima marcou presença em caravana de “Uma Canção Para Ti” na véspera da morte da criança

“Queremos ser uma das maiores potências desportivas do distrito de Setúbal”

Tiago Fernandes, presidente do Juventude Sarilhense

Menina de três anos morre em caso suspeito de maus tratos pela ama

Criança apresentava ferimentos na boca e nariz e hematomas no corpo. Ama disse que tinha caído de uma cadeira no dia anterior
- PUB -