23 Maio 2024, Quinta-feira

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Nuno Canta incapaz de negar que está de ‘malas aviadas’ para a AMARSUL

Nuno Canta incapaz de negar que está de ‘malas aviadas’ para a AMARSUL

Nuno Canta incapaz de negar que está de ‘malas aviadas’ para a AMARSUL

Socialista prepara-se para renunciar à presidência da Câmara após as comemorações de Abril. Tem à espera cargo executivo

 

Nuno Canta não foi capaz de confirmar e muito menos de negar que está de “malas aviadas” para a AMARSUL, perante o executivo municipal na reunião de quarta-feira passada.

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O socialista já não pode recandidatar-se à presidência da Câmara do Montijo nas autárquicas de 2025, por força da lei de limitação de mandatos, e prepara-se para renunciar ao cargo depois das comemorações do 25 de Abril para ir ocupar a função de vogal na Comissão Executiva da AMARSUL, conforme noticiado em primeira mão por O SETUBALENSE na edição do passado dia 8.

A assembleia geral que prevê a eleição, para o próximo triénio, dos órgãos sociais da empresa responsável pela valorização e tratamento dos resíduos sólidos na península de Setúbal está agendada para 28 de Maio. E a escolha do edil montijense para o cargo da direcção executiva da AMARSUL, apurou O SETUBALENSE junto de várias fontes socialistas na região, foi articulada e reuniu consenso entre os cinco municípios geridos pelo PS – Alcochete, Almada, Barreiro e Moita, além de Montijo –, que integram a empresa, a par dos restantes quatro de gestão CDU (Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal).

Na última sessão de câmara, Nuno Canta adoptou uma postura evasiva e refugiou-se na semântica para tentar contornar a confirmação da sua saída antecipada, depois de confrontado por João Afonso, vereador do PSD, que quis saber se o socialista “acautelou a governabilidade” da autarquia junto dos seus pares no executivo.

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“Poder sair ou não é sempre uma hipótese que temos, no primeiro, no segundo, no terceiro mandato. Mesmo como vereador, como presidente, podemos sempre sair. Existe a possibilidade? Claro que existe, todos os dias existe a possibilidade”, disse Nuno Canta, para mais à frente voltar a ser ambíguo no discurso.

“Relativamente à notícia [de O SETUBALENSE] que saiu, tenho imensa pena de não poder confirmá-la, não existe ainda nada confirmado. Caso essa notícia se confirme, se possa ir por aí ou para outra coisa qualquer, irei dizer directamente aos montijenses, porque a minha relação é com os montijenses, não é consigo. O senhor, aqui, é apenas uma oposiçãozita”, atirou na direcção do social-democrata, que antes já havia criticado duramente o PS.

“Isto é a forma como o Partido Socialista trata a coisa pública, de acordo com as conveniências pessoais de quem está nos cargos. O que vemos é a desagregação deste executivo, que já teve uma demissão durante este mandato, da [ex-]vereadora Sara Ferreira, e prepara-se agora para ter a fuga do presidente da Câmara”, disparou João Afonso.

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“Sempre acautelámos a governabilidade da Câmara durante 27 anos e aqui estamos a governar. Veja-se a capacidade que o senhor [João Afonso] teve de fazer lista, que já está separado do vereador do PSD ao lado [Ilídio Massacote]. Se os montijenses tivessem a infelicidade de lhe darem a presidência, tínhamos aqui uma Câmara dividida no poder há muito tempo. Vem o senhor falar-me de governabilidade? Olhe para o espelho e veja a sua figurinha”, retorquiu Nuno Canta, que no final do “debate” revelou ter tido oportunidade de sair mais cedo da autarquia. “Se eu tivesse aceitado ir na lista de deputados por Setúbal, já tinha ido embora”, concluiu.

O Grupo Mota Engil adquiriu em Julho de 2015 a Empresa Geral de Fomento, que é detentora de 51% do capital social da AMARSUL. Os restantes 49% são detidos pelos nove municípios da península de Setúbal.

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