26 Junho 2024, Quarta-feira

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Programa de solidariedade criado para evitar que alguém fique para trás

Programa de solidariedade criado para evitar que alguém fique para trás

Programa de solidariedade criado para evitar que alguém fique para trás

Centro de Acolhimento Autárquico de Emergência, para situações de desalojamento súbito, é uma das principais medidas

 

 

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“Para não deixar ninguém para trás e fazer chegar os recursos a quem mais precisa”, conforme vincou o presidente Nuno Canta, a Câmara do Montijo decidiu na reunião de quarta-feira passada, por unanimidade, criar um Programa Municipal de Solidariedade.
Além de englobar algumas medidas já em implantação, reorganizando-as, o programa acrescenta outras, novas, das quais se destaca a criação de um Centro de Acolhimento Autárquico de Emergência Social (CAAES), que visa “dar resposta às necessidades de realojamento imediatas e urgentes de pessoas em vulnerabilidade social”, explicou o socialista.

Para o efeito, a autarquia destinou “uma habitação de tipologia T4 do parque
habitacional municipal no Bairro do Esteval”. O apartamento, avança o município em nota de Imprensa, “irá sofrer obras de recuperação”, com a autarquia a suportar “a aquisição de mobiliário, electrodomésticos e demais bens necessários, assim como a electricidade e água”. O Centro de Acolhimento vai ser “gerido por uma instituição particular de solidariedade social, através de protocolo a celebrar com o município”, sendo que os utentes “serão sinalizados pelos serviços municipais de Protecção Civil e/ou pelos parceiros da Rede Social”.

O programa de solidariedade permite ainda reforçar, com um montante global de 20 mil euros, o apoio “às instituições do concelho que integram a Rede de Apoio Alimentar”, para a aquisição de alimentos. A Câmara destaca ainda, entre as novas medidas, “a criação de uma resposta, de funcionamento semelhante à Rede de Apoio Alimentar, para a disponibilização de bens de primeira necessidade (higiene pessoal e limpeza) às famílias sócio-economicamente vulneráveis”.

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Vão ser também distribuídas mil máscaras comunitárias às famílias que beneficiam de apoio alimentar. A confecção das mesmas está a cargo dos seniores que participam “nos projectos municipais de envelhecimento activo e pelo Banco Local de Voluntariado”, revelou Nuno Canta. O autarca adiantou que a Câmara vai “manter o IMI Familiar, estudar a implementação de uma farmácia solidária” e continua a “entrega de refeições quentes ao domicílio”, entre outras medidas.

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