18 Abril 2024, Quinta-feira
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Ministra abre Feira do Porco e promete dar a mão ao sector [actualizada]

A governante ouviu apelos de apoio do presidente da federação de suinicultores e prometeu medidas imediatas e para o futuro

 

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Com pontualidade inglesa e sorriso aberto. Foi assim que Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura e da Alimentação, “apadrinhou” ontem a abertura da 25.ª edição da Feira Nacional do Porco. Às 14 horas já a governante estava no Parque de Exposições Acácio Dores, no Montijo, para cumprir o ritual de inauguração do certame, que decorre até amanhã.

Ladeada por David Neves, presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), e Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, a ministra tentou até acariciar alguns leitões, antes de rumar em comitiva ao interior dos pavilhões. Visitou as cerca de três centenas de expositores, distribuiu cumprimentos e dois dedos de conversa, posou para as fotos da praxe, provou alguns dos produtos e fez um “fixe” em sinal de aprovação – até porque, o que é nacional… é bom. E de sorriso aberto lá foi soltando à medida que avançava: “Boa tarde, boa feira”.

Concluída a ronda pelos dois pavilhões, vieram os discursos precedidos por um apontamento musical, executado numa trompa de caça por João Gaspar, professor do Conservatório Regional de Artes do Montijo.

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Perante um plateia composta por deputados parlamentares, autarcas, representantes de organismos regionais e nacionais, entre outros, David Neves não enjeitou a oportunidade de vincar à ministra a crise que o sector atravessa e a necessidade de apoios imediatos do Governo. O sector, disse o responsável pela FPAS, “precisa de respostas urgentes”, de “medidas excepcionais para circunstâncias excepcionais”. Precisa de “uma urgente reforma estrutural” ao nível do licenciamento da sua actividade, apelou à governante, para reforçar de seguida: “O sector não pode esperar mais quatro anos. É necessário agir, fazer, dotar as empresas dos instrumentos legislativos que permitam acompanhar a evolução da actividade. Licenciar não pode ser um calvário. É preciso ultrapassar impasses com a tutela do Ministério do Ambiente.” E lembrou que a fileira, no agregado de actividades, “contribui com mais de 2 mil milhões de euros anuais para o PIB português”.

Independência alimentar e medidas a caminho

Maria do Céu Antunes viria a responder mais à frente. De permeio, Nuno Canta acentuou a importância de se poder contar com um sector que “garanta a independência alimentar” na região e no País. “A agricultura e a suinicultura têm de ser uma prioridade. É preciso mobilizar todos (…) para garantir a nossa independência alimentar”, sublinhou.

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A observação do autarca foi subscrita pela ministra, que admitiu haver “trabalho a fazer” quando se olha para os escassos montantes utilizados no sector entre 2014-2021 neste território, onde não só a suinicultura mas também a produção de flores assume grande expressão. “Foram apoiados 117 projectos de investimento com cerca de 10,5 milhões de euros”, lembrou.

A governante apontou depois algumas medidas lançadas – como o Observatório de Preços – ou em preparação e anunciou: “Hoje [ontem] posso garantir que temos autorização para uso de 51,5 milhões de euros (…) no desenvolvimento rural.” Tratada está já a disponibilização “pela primeira vez” de uma verba de 500 milhões de euros “para poder antecipar pagamentos” que os produtores só iriam receber “parte em Outubro e outra parte em Dezembro”.

O futuro, frisou Maria do Céu Antunes, passa “por trabalhar a produção extensiva e a intensiva”. E quanto aos licenciamentos da actividade no sector revelou que estão já a ser constituídos grupos de trabalho para se avançar nas diversas dimensões desta vertente.

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