26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Universidade Sénior aproxima Montijo de Castro Verde

Professor e alunos da disciplina de Heráldica estabeleceram ligação afectiva alicerçada em marca identitária comum com o Museu da Lucerna

 

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O Montijo “encurtou distâncias” com Castro Verde. Os alunos da disciplina de Heráldica da Universidade Sénior montijense, acompanhados pelo docente José Manuel Pedroso da Silva, abriram caminho a uma maior identificação com aquele território alentejano ao estabelecerem uma ligação afectiva com o Museu da Lucerna, durante uma visita de estudo realizada no passado dia 3 àquele equipamento cultural.

É que as duas entidades “têm” um símbolo em comum: uma lucerna. E na deslocação ao museu esse foi um factor aprofundado, com uma troca de ofertas: o regente da disciplina, Pedroso da Silva, ofertou uma placa com o emblema da Universidade Sénior ao museu, que retribuiu a acção com a oferta de uma réplica de uma lucerna do seu espólio à instituição montijense.

Lucerna ofertada pelo museu à universidade

“Este simpático gesto trouxe consigo uma muito apreciável carga simbólica, já que a figura esculpida na lucerna é uma concha. Trata-se de uma generosa oferta, muito importante para a universidade pela feliz coincidência verificada: uma lucerna onde está representada uma concha. E sugeriram-nos que a acendêssemos nos nossos dias festivos”, revelou Pedroso da Silva.

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Uma sugestão que, de acordo com o docente, será observada de forma a lembrar “o vínculo entre as duas instituições como casas de pesquisa, saber e conhecimento”.

Para os 26 visitantes que se deslocaram do Montijo a Castro Verde, a iniciativa revelou-se “de todo o interesse e simbolismo, dado que o emblema da Universidade Sénior tem como motivo central uma lucerna”, afirma o professor, em jeito de balanço à visita de estudo.

Ao mesmo tempo, o docente explica a razão pela qual a oferta recebida do museu acabou por se tornar numa coincidência feliz ao recordar como nasceu o emblema da instituição montijense.

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Experiência e saber

“Após a autonomização relativa à Universidade Sénior de Setúbal havia que se criar um novo elemento identitário. O ano lectivo 2016/2017 iria começar em breve e entendeu- -se que os alunos matriculados na disciplina de Heráldica poderiam – e deveriam – ser chamados a participar na sua concretização. Pensou-se que ‘a luz do conhecimento’ – que a Universidade pretende difundir – seria o tema mais adequado a explorar na criação do emblema. Consequentemente escolheu-se como figura principal a lucerna, a lamparina de azeite, para a irradiar”, conta.

Mas a construção não se ficou por aí. Um outro elemento viria a ser incorporado no emblema da universidade – uma concha –, que traduz a tal coincidência registada na lucerna ofertada pelo museu. E a escolha deste elemento encontra também explicação em razões históricas, conforme salienta Pedroso da Silva.

“Os povos que aqui viveram, gentes do litoral, habituados a viver com modestos recursos, mas com uma assinalável capacidade de improvisação, usaram como lucerna uma parte da concha de um bivalve – o Glycymeris glycymeris – conhecido vulgarmente pelo nome de ‘castanhola’. Era comum serem trazidas pelos detritos de maré, muitas vezes com um orifício no umbo, devido ao efeito erosivo da areia sobre a concha, em constante movimento provocado pela ondulação. Um pavio improvisado, um pouco de azeite na parte côncava e estava feita a lucerna.”

A proposta do novo emblema da Universidade Sénior do Montijo “foi apresentada publicamente em Novembro de 2016”, embora não estivesse ainda consolidada. “Nela se incluía, além dos elementos iconográficos referidos – a concha e a chama – o novo lema: ‘Experiência e Saber’”, adianta o docente.

A concretização viria a registar-se mais tarde. “No encerramento do ano escolar de 2017/2018 o emblema da Universidade Sénior viu a luz do dia”, lembra o professor, a finalizar.

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