1 Março 2024, Sexta-feira
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Comemorações de Abril no concelho vão prolongar-se até ao final do ano

Estrutura concelhia está a preparar o programa que visa assinalar a data da Liberdade

As comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos na Moita estão a ser preparadas por uma “estrutura concelhia”, constituída para o efeito, e vão estender-se até ao final do ano. Mas o programa não deverá incluir a realização de uma manifestação, como o habitual desfile popular.

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A revelação foi feita pelo vereador António Carlos Pereira (PS), durante a sessão pública de câmara realizada ontem, em resposta à vereadora Vivina Nunes (CDU), que antes apelara à participação do executivo municipal no desfile de rua este ano.

“Desde Dezembro de 2021 que o executivo [decidiu] ter uma estrutura concelhia de missão e desde essa data que estamos a preparar o que vão ser as celebrações, não terminando no próprio dia 25 [de Abril] mas decorrendo até Dezembro de 2024, final do ano”, disse o vereador socialista sobre o trabalho que está a ser desenvolvido em conjunto com representantes de “associações locais, juntas de freguesia, clubes, câmara e Assembleia Municipal”.

António Carlos Pereira acentuou ainda que o objectivo passa por “fazer uma programação condizente com a data histórica”, que cumpre este ano bodas de ouro. Certo é que de fora fica o modelo de um cortejo em género de manifestação, admitiu o socialista.

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O tema foi levantado por Vivina Nunes, que solicitou informação sobre as acções que a câmara tem pensadas para assinalar os 50 anos do 25 de Abril de 1974. Até porque, defendeu a autarca da CDU, este ano a data não pode ser comemorada como em anos anteriores. “Meio século da Liberdade no nosso país é um marco muito importante”, justificou, para questionar de seguida se a gestão camarária estaria disponível para participar no desfile popular habitualmente realizado na Moita.

Carlos Albino lembra “peripécias” com o desfile

Carlos Albino, presidente da câmara, deixou implícito que a opção dos socialistas não deverá passar pela participação, ao apontar algumas críticas à forma como a iniciativa tem decorrido. Mas antes começou por afirmar que, desde que o PS está no poder, a cerimónia pública realizada pela Assembleia Municipal “é mais democrática” e “mais participativa”. Já o desfile popular, sublinhou, tem registado alguns “incidentes”.

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“Antigamente era opção da CDU fazer um desfile, onde eram aceites todos. E depois todos nos lembramos daquelas ‘peripécias’ ou incidentes com as faixas, quem fica à frente?, quem fica atrás?, onde ficam os vereadores do PS?, onde ficam os das outras forças políticas?, onde fica a câmara?… Nunca se percebia bem quem ficava onde e como”, atirou o socialista, que sublinhou o facto de a Assembleia Municipal ter vindo a optar por celebrar a data com uma sessão solene, na qual “é dada a palavra a todas as forças políticas com representação no órgão ou a deputados independentes”.

“Isto é de saudar. É uma cerimónia pública. É transmitida em directo e fica gravada para que todos possam ouvir os discursos e as diferentes intervenções”, afirmou. E logo de seguida classificou a cerimónia como “um avanço democrático enorme no concelho”.

“Devemos concentrar-nos nos ganhos obtidos no 25 de Abril e continuarmos a lutar, a trabalhar, diariamente para consolidarmos a nossa democracia”, concluiu o presidente da autarquia.

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