2 Dezembro 2021, Quinta-feira
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CDU contraria PS e diz não ter sido contactada sobre qualquer atribuição de competências

Comunistas recordam ter distribuído pelouros por todas as forças políticas no anterior mandato

 

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Decorrido mais de um mês desde as eleições autárquicas, a coordenadora da CDU do concelho da Moita emitiu esta quarta-feira um comunicado para “esclarecer algumas questões [à] opinião pública” que, desde então, foram tornadas públicas pelo secretariado do Partido Socialista (PS), partido que conquistou este ano a Câmara aos comunistas.

A coligação garante que os socialistas “não [contactaram] a CDU para qualquer tipo de acordo, entendimento, ou sequer qualquer conversa sobre atribuição de competências em qualquer órgão autárquico”, seja nas Juntas de Freguesia, Assembleia ou Câmara Municipal.

“Depreendemos que existiram conversações com todos os outros partidos ali representados”, afirma a CDU. Porém, “ao contrário do que o PS afirma, a delegação de competências no presidente da Câmara Municipal não é uma formalidade”, observa a coligação. Acrescentando que é sim “um acto político”, com o mesmo significado.

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A coordenadora moitense contraria as afirmações dos socialistas e diz que “ao contrário do que aconteceu há quatro anos, em que a CDU distribuiu pelouros por todos os partidos”, indo a reunião camarária “com conversações prévias”, o partido que lidera actualmente o município entendeu levar o mesmo assunto “sem qualquer conversa preparatória, para a qual os vereadores da CDU sempre estiveram disponíveis”. E salienta que comunicou esta intenção ao presidente “em tempo útil”.

Comunistas acusam PS de “estratégia de desinformação”

A CDU vai mais longe e diz que querer equiparar a actual situação com o sucedido no anterior mandato “é mais uma mistificação do PS, só compreensível à luz de uma estratégia de desinformação e de arrepio à verdade dos factos”.

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Considera que, mais grave ainda terá sido “a atribuição futura de tempo a um vereador” que os socialistas optaram por “não […] identificar”, informação dada pelo presidente na mesma reunião, esclarecendo apenas “que não seria entregue ao Chega”, ali representado pelo eleito Ivo Pedaço.

“A seriedade com que se regem os eleitos da CDU não é compatível com ‘cartas brancas’ [o que] não será certamente surpresa para ninguém que esta proposta tenha sido aprovada somente com os votos do PS e do Chega”, defende, reafirmando que os eleitos comunistas “sempre estarão disponíveis para trabalhar em todos os órgãos autárquicos em prol da população”.

No mesmo comunicado, a CDU esclarece ainda que “não pactuará com golpes de contornos nebulosos” e que “não faltam exemplos” em outras autarquias onde a coligação faz uma gestão dos municípios com outras forças políticas. Exemplo disso, relembra, foi a Moita no mandato 2017-2021.

Em sentido inverso, “o que também não falta são autarquias em que o PS fez alianças da esquerda à direita para retirar a CDU dos órgãos de gestão autárquicos”, finaliza.

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