22 Outubro 2021, Sexta-feira
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Fórum Mental das Autarquias expõe boas-prácticas dos municípios e aborda descentralização da saúde

Assinado protocolo entre Câmara da Moita e a Associação AlertaMente

 

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O auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, acolheu na última semana a realização do Fórum Mental das Autarquias, promovido pela AlertaMente – Associação Nacional para a Saúde Mental, em parceria com a Direcção-Geral de Saúde (DGS) e com o município da Moita.

A sessão de abertura deste encontro, contou com a intervenção do presidente da autarquia, Rui Garcia, segundo o qual, a “progressiva transferência de responsabilidades para as autarquias em diferentes matérias”, designadamente na área da saúde, “não é o melhor caminho” a adoptar.

Para o presidente, as autarquias e todos os agentes “têm um papel a desempenhar” nesta área, todavia, “ao Serviço Nacional de Saúde e à saúde aquilo que é efectivamente da saúde [e] às autarquias, aquilo que é dos [municípios]”.

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“Avançarmos e darmos passos como na nossa opinião estão a ser dados, para uma transferência de responsabilidades que vai conduzir, provavelmente, à perda de coesão na intervenção, à fragmentação das respostas e à sua diferenciação no território, em função das condições, que são muito diferenciadas nas autarquias, não é o melhor caminho para as respostas que precisamos para um problema de tão grande dimensão como a [questão] da saúde mental nas sociedades modernas”, alertou.

Neste âmbito, o autarca moitense afirmou que “nós fazemos o nosso papel, que todos façam o seu papel e assim sendo as respostas serão com certeza melhores”, concluiu.

Telma Almeida, directora do Conselho Executivo da AlertaMente, começou por explicar que a associação se comprometeu, ao nível da DGS, em fazer três conferências, em que seriam trabalhados três diferentes públicos, ao nível da promoção da saúde mental.

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“Se há uma coisa em que a AlertaMente trabalha é para não ficarmos doentes e, por isso, vão ouvir-me falar muito mais em saúde mental”, esclareceu. Para a responsável, esta diferenciação tem de ser feita, porque ao nível da promoção a associação está empenhada em três pontos estratégicos, nomeadamente, na literacia da saúde mental, na desmistificação e na consciencialização.

A directora da AlertaMente sublinhou ainda que é preciso actuar na autarquia enquanto veículo para a promoção da saúde mental na comunidade, saber qual o sentimento dos trabalhadores dentro do contexto laboral e em termos de bem-estar, e do que está a ser feito para que existam as ferramentas necessárias a este nível – preocupação que “deve partir do próprio colaborador” e não apenas do município –, além da descentralização da saúde.

Telma Almeida “Temos uma porta aberta na Moita”

“Fiquei extremamente contente de saber que temos uma porta aberta na Moita, para trabalharmos ao nível da comunidade, mas também dos seus trabalhadores, caso seja necessário”, frisou Telma Almeida.

Ao nível da descentralização, o “nosso posicionamento é que [a mesma seja] feita de uma forma consciente e bem-feita, com uma equipa que a saiba gerir”, acrescentou.

No final da sessão de abertura, teve lugar a assinatura do protocolo entre a Associação e a Câmara Municipal, num acordo que “pretende assegurar uma colaboração que possibilite complementar as competências específicas de cada instituição e coordenar os recursos no domínio da prevenção e promoção da saúde mental” neste território.

Dirigido a todas as pessoas que se interessam pela temática – tais como profissionais de saúde mental, parceiros da Rede Social, instituições com intervenção na comunidade, utentes e familiares –, o Fórum foi desenvolvido no âmbito do Programa de Apoio Financeiro da DGS – Programa Nacional para a Saúde Mental, inserido na trilogia 2021, onde esta questão é abordada em contexto laboral, nas autarquias e na Academia.

O evento teve como principais objectivos “sensibilizar as autarquias para a importância que têm enquanto veículo promotor da saúde mental e bem-estar na sua comunidade” e “expor as boas-prácticas que têm sido realizadas [pelos] municípios”, além de abordar “as políticas de descentralização da saúde e qual o enquadramento da saúde mental” neste contexto.

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