23 Maio 2024, Quinta-feira

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Dores Meira renuncia a mandato de vereadora em Almada e prepara candidatura a Setúbal

Dores Meira renuncia a mandato de vereadora em Almada e prepara candidatura a Setúbal

Dores Meira renuncia a mandato de vereadora em Almada e prepara candidatura a Setúbal

Dores Meira não confirma, mas é dado como muito provável que se apresente como independente nas próximas autárquicas à presidência em Setúbal

A vereadora comunista na Câmara Municipal de Almada Maria da Dore Meira, entregou na manhã da passada sexta-feira, 26 de Abril, nos serviços da autarquia o pedido de renúncia ao mandato, soube O SETUBALENSE de fonte segura.

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Entretanto, O SETUBALENSE também tem conhecimento de que Dores Meira já apresentou a sua desvinculação de militante do PCP, ficando assim livre para avançar para a Câmara de Setúbal como independente nas próximas autárquicas.

A ex-presidente da Câmara de Setúbal, que não se recandidatou à presidência do concelho sadino devido à lei de limitação de mandatos, e que se apresentou como cabeça de lista pela CDU nas eleições autárquicas de 2021 em Almada, poderá vir a apresentar candidatura em Setúbal, como independente, nas autárquicas de 2025, marcadas pela Comissão Nacional de Eleições para Setembro ou Outubro.

Uma hipótese que a mesma não confirmou a O SETUBALENSE, na passada quinta-feira, mas que é ti- da como muito plausível por várias fontes a que o jornal teve acesso.

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“A verdade é que estou a pensar”, afirmou Maria da Dores Meira na manhã do dia 25 de Abril, quando questionada por O SETUBALENSE sobre se iria avançar com a renúncia ao mandato como vereadora da CDU na Câmara Almada, o facto é que o pedido de desvinculação veio a confirmar-se na manhã do dia seguinte.

Quanto à possibilidade de se recandidatar à Câmara de Setúbal nas   próximas autárquicas na qualidade de independente, Dores Meira também nada confirmou, limitando-se a dizer que “ainda não está decidido”.

Certo é que para se recandidatar à Câmara de Setúbal como independente teria de se desvincular do PCP, partido de que é militante há mais de

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40 anos, o que já aconteceu, apesar de, sobre o assunto, nada comentar. “Não falo sobre isso num dia tão bonito com é o dia 25 de Abril”.

Com Maria das Dores Meira a não avançar certezas e a fechar-se em comentários, O SETUBALENSE sabe que em Setúbal já se fala sobre a ex-presidente da câmara sadina manifestar vontade de se candidatar, inclusivamente, que já terá encetado contactos para formar uma lista para disputar as autárquicas em 2025.

Certo é que, ainda este mês, através da sua conta do Facebook, mostrou estar atenta ao que se passa na cidade sadina e veio comentar sobre o estacionamento pago, gerido pela Data Rede, um tema actualmente fracturante no concelho. Referindo-se ao acordo com a empresa, assinado ainda durante o seu mandato, escreveu a 18 de Abril: “Uma coisa é certa, sem a construção dos parques de estacionamento subterrâneos, e a execução de outras contrapartidas, que vão beneficiar a população, mas que lamentavelmente ainda não foram executadas no âmbito do contrato de concessão, o contrato não poderá existir por 40 anos nem por tempo algum”.

Embora ligada ao concelho e Almada por residência e onde começou actividade interventiva ligada ao associativismo, foi no concelho de Setúbal que Maria das Dores Meira ocupou funções na Câmara Municipal. Primeiro como vereadora responsável pelos pelouros da Cultura, Educação, Juventude, Desporto e Inclusão Social, em 2002, para em 2006, pós a demissão do então presidente da câmara, Carlos Sousa, ter passado a assumir a presidência da autarquia.

Nas listas da CDU, a militante comunista venceu as eleições autárquicas para a Câmara de Setúbal em 2009, 2013 e 2017. Em 2021, por força da lei de limitação de mandatos, não se recandidatou a Setúbal, tendo encabeçado a lista da CDU à presidência da Câmara de Almada com o objectivo de devolver a autarquia aos comunistas, que a tinham perdido, pela primeira vez, em 2017 para o PS. Um objectivo que falhou ao conseguir apenas 29,69 % dos votos contra os 39,87 % obtidos pelos socialistas liderados, mais uma vez, por Inês e Medeiros.

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