23 Maio 2024, Quinta-feira

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Câmara acusa Amarsul de “fraca qualidade de serviço” e vota contra relatório e contas

Câmara acusa Amarsul de “fraca qualidade de serviço” e vota contra relatório e contas

Câmara acusa Amarsul de “fraca qualidade de serviço” e vota contra relatório e contas

Palmela, Seixal e Sesimbra acompanharam Setúbal na votação e assinaram declaração de voto conjunta

 

A Câmara Municipal de Setúbal votou contra o Relatório e Contas de 2023 da Amarsul – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, na assembleia-geral de Março. Em nota enviada à redacção de O SETUBALENSE explica que esta é uma forma de se mostrarem contra o “aumento abusivo do valor da tarifa cobrada pela empresa aos municípios”.

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Carlos Rabaçal, vereador na autarquia sadina e presidente dos Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS), explica o porquê do voto na reunião da empresa responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos urbanos de nove municípios da Península de Setúbal.

“Não podia ser de outra forma. Está criado um quadro de insustentabilidade no sector dos resíduos, que ninguém quer admitir. A Amarsul foi uma empresa pública durante 17 anos, ao longo dos quais teve uma situação económica e financeira equilibrada. Não é a situação que se verifica hoje, ao mesmo tempo que a qualidade do serviço prestado ao cidadão está a baixar e as tarifas continuam a aumentar brutalmente. Não vamos compactuar com isto, porque no final é o munícipe que é prejudicado de todas as forma”.

A posição foi acompanhada pelas autarquias de Palmela, Seixal e Sesimbra, que assinaram uma declaração de voto em conjunto com o município setubalense, onde afirmam que o serviço de recolha “tem vindo a piorar e muitas vezes não é prestado com o nível de qualidade exigível e adequado às populações, motivando a sua intervenção e assunção dos correspondentes encargos”, e que “as autarquias são constantemente confrontadas com o problema criado pela empresa concessionária”.

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Em comunicado enviado ao nosso jornal os SMS dão conta de falhas que têm vindo a ser feitas pela Amarsul, que explicam ser transversais a outros municípios. Falam, assim, na dificuldade “na recolha de ecopontos e vidrões e deficiente limpeza da envolvente dos mesmos”, a falta de resposta “na recolha selectiva porta a porta dos comerciantes” ou o longo período da “concessionária na manutenção dos contentores semienterrados e enterrados”.

O autarca na câmara municipal setubalense refere que “não vale tudo nos resíduos” e bate-se por uma melhoria na qualidade do serviço que a empresa presta no concelho, elogiando a acção dos SMS. “Continuamos a acreditar que o tratamento dos resíduos pode melhorar (e muito) com o regresso à gestão pública. No domínio da água, com a reactivação dos SMS, já provámos que a gestão pública é mais justa e equilibrada a todos os níveis. Temos de mudar o rumo da gestão dos resíduos”.

SITE-Sul anuncia greve de trabalhadores da empresa

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O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades de Ambiente do Sul (SITE-Sul) fez saber esta quarta-feira que, face a “uma actualização
salarial que não repõe o poder de compra perdido devido ao brutal aumento do custo de vida”, os trabalhadores da Amarsul vão estar em greve nos dias 2 e 3 de Maio (durante 48 horas) e a todo o trabalho suplementar entre os dias 2 e 5 de Maio.

Estes vão estar concentrados “nas portarias da empresa a partir das 22 horas do dia 2 de Maio nos Ecoparques do Seixal e Palmela/Moita”, como explica a SITE-Sul em nota de Imprensa. As reivindicações prendem-se com o “aumento dos salários”, a “atribuição e regulamentação de um subsídio de insalubridade, penosidade e risco”, a “redução do horário de trabalho”, a “aplicação do período de 25 dias de férias”, e, a “melhoria das condições de trabalho”.

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