Tem no crioulo a sua linguagem base, conjugado, no entanto, com a língua portuguesa
O nome Júlio Lopes não dirá nada a muita gente, mas se falarmos de Julinho KSD, aí tudo muda de figura, pois trata-se de um nome de referência como músico, como rapper.
Cabe-lhe abrir o Palco das Marés nas Festas do Barreiro, já amanhã, pelas 22 horas.
Filho de pais cabo-verdianos, nasceu em 16 de abril de 1998 e na adolescência Julinho dividiu-se entre o futebol e a música, mas seria esta a vencer, quando, aos 19 anos se estreou a sério no universo musical, com “Básico”, tema do coletivo Instinto 26, do qual era parte integrante. Em 2019 assina contrato com a Sony Music Portugal e nunca mais parou. “Sentimento Safari”, “Vivi Good”, “Hoji N’ka Ta Rola”, “Hoji em Sa Tá Vivi”, “Conclusão”, ou “Stunka” são apenas alguns dos êxitos que, nas plataformas digitais atingiram estatuto de platina.
Bastante influenciado pela cultura e pela música cabo-verdianas, Julinho KSD tem no crioulo a sua linguagem base, conjugado, no entanto, com a língua portuguesa.
A sua curta carreira tem estado numa ascendência acentuada, tornando um nome de grande impacto junto das camadas mais jovens, pelo que não deve ter sido por acaso que foi escolhido para a abertura das festas do Barreiro.
Opinião Musical