O projeto tem o objetivo de reunir, no mesmo território, arquivos públicos e privados de diferentes áreas
O projeto “Barreiro, Cidade dos Arquivos” passou a dispor, a partir desta quinta-feira, de um novo website que pretende reforçar o acesso público aos seus arquivos documentais e à programação cultural, científica e educativa desenvolvida pelas entidades que o integram.
A apresentação oficial da nova plataforma digital decorreu no Museu Industrial da Arco Ribeirinho Sul, no Barreiro, numa iniciativa conjunta com a câmara municipal.
Este projeto tem o objetivo de reunir, no mesmo território, arquivos públicos e privados de diferentes áreas, criando uma rede colaborativa dedicada à preservação e divulgação da memória coletiva. Entre as entidades participantes encontram-se o Arquivo Ephemera, fundado por José Pacheco Pereira, o Arquivo dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, o Centro de Documentação do Museu Industrial da Arco Ribeirinho Sul, o Espaço Memória da Câmara Municipal do Barreiro, o Arquivo da Fundação Amélia de Mello, o Clube de História e Acervo Português da Atividade Seguradora e o Arquivo Sonoro do Barreiro.
Com o lançamento do site, passam a estar disponíveis informações sistematizadas sobre cada arquivo, os respetivos fundos documentais e as iniciativas conjuntas promovidas no âmbito do projeto. Exposições, visitas guiadas, conferências e atividades educativas ficam agora reunidas numa única plataforma, facilitando o contacto de investigadores, estudantes e público em geral com este património.
Para José Pacheco Pereira, a escolha do Barreiro como sede da Cidade dos Arquivos não é circunstancial. O responsável pelo Arquivo Ephemera recorda o passado industrial do concelho, marcado por uma forte tradição operária e por um papel relevante na história económica e social do País e da Europa no século XX. Nesse sentido, a presença deste projeto na cidade, é uma continuação da “oposição à ditadura” por parte do Barreiro, tendo em conta que “o trabalho dos arquivos é um serviço direto à defesa e consolidação da democracia”, referiu.
Alguns dos parceiros que se associam a este projeto são a Associação para o Desenvolvimento das Artes e Ofícios (ADAO), a Banda D’Além, o Colectivo SPA, a Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro e a PADA Studios.
Quanto ao futuro desta iniciativa, em declarações a O SETUBALENSE, José Pacheco Pereira afirma que “há muita coisa que pode ser retratada nas bases de dados e isso dá ao arquivo não só papel de ser o espelho das atividades da Cidade dos Arquivos, mas também fornecer uma enorme quantidade de material para investigação”.