59. O hospital que chegou a ser distrital sempre ao serviço da região

59. O hospital que chegou a ser distrital sempre ao serviço da região

59. O hospital que chegou a ser distrital sempre ao serviço da região

100 ANOS DO DISTRITO DE SETÚBAL, 100 ACONTECIMENTOS.
Inaugurado em 1959 a história contabiliza conta o ano de 1985 como o grande arranque do Hospital Nossa Senhora do Rosário

O Hospital do Barreiro veio causar grandes mudanças na Saúde, não só deste concelho, bem como de toda a região. Em 1985 era inaugurado um novo edifício hospitalar que, à época, contava com 45 camas – número que aos dias de hoje parece pequeno.

- PUB -

Para o Barreiro, habituado durante décadas ao crescimento acelerado da população operária ligada à CUF e aos caminhos-de-ferro, o hospital simbolizava o acesso a cuidados de saúde mais próximos.

A história vinha de trás. O primeiro Hospital Nossa Senhora do Rosário tinha sido inaugurado em 1959, numa estrutura reduzida tutelada pela Santa Casa da Misericórdia, que viria a mudar de nome em 1985 – para Hospital Distrital do Barreiro – não sem antes ter estado a funcionar durante 30 anos com cerca de 115 camas.

A 18 de setembro de 1985 surgia nas páginas d’O SETUBALENSE a notícia “O Hospital do Barreiro começou ontem a funcionar”. Nesta dava-se conta de que o espaço tinha passado por um “período de montagem de serviços, preenchimento de quadros e adaptação do pessoal” antes da entrada em plenas funções.

- PUB -

“O edifício hospitalar compõe-se de dois andares, em condições de ampliação para quatro [uma realidade que é vivida aos dias de hoje] e ocupa uma área de 5.500 metros quadrados, dispõe de 45 camas, três quartos particulares, enfermarias para infecto-contagiosos, parturientes, serviço de banco, raios X, laboratório de análises clínicas, fisioterapia, etc…”, lê-se na informação publicada pelo periódico.

Dá-se ainda conta de que, na cerimónia de abertura do centro hospitalar, estiveram presentes o presidente e vice-presidente da Câmara do Barreiro, José Alfredo Garcia e Vitor Rodrigues Adragão, respetivamente, bem como outras entidades e representantes de organismos.

Francisco da Costa Neves, que era na altura provedor da Misericórdia que passou também a ficar responsável pelo hospital, manifestou “o seu regozijo por esta realização que foi grande impulsionador e pôs em relevo todo o auxílio e apoio que
à mesma obra prestou o chefe de distrito Miguel Bastos, a quem foi enviado um telegrama de saudações”, lê-se ainda. Ficou ainda prometida, assim que oportuna, uma visita de António Maldonado Gonelha, ministro da Saúde aquando da entrada em funcionamento da unidade de saúde.

- PUB -

O novo hospital mudou a vida das populações de concelhos como Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete. Para milhares de pessoas, deixou de ser necessário atravessar diariamente o Tejo para recorrer aos hospitais centrais de Lisboa.

Aos dias de hoje a unidade hospitalar integra a Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho (ULSAR), onde se juntam o Centro Hospitalar Barreiro Montijo e o ACES Arco Ribeirinho – designação criada a 1 de janeiro de 2024. Os concelhos de abrangência continuam a ser os mesmos e, segundo o site oficial da ULSAR, no conjunto dos quatro municípios contabilizavam-se, em 2024, 235.155 utentes inscritos.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não