18 Maio 2022, Quarta-feira
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Cine Clube do Barreiro conta com sala requalificada e retoma sessões a partir do próximo sábado

“Novo espaço” já tem programação definida até final do mês de Junho

 

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O Cine Clube do Barreiro reabre com sessões já no próximo sábado, com “uma sala mais cinematográfica”, que conta agora com programação para os meses de Maio e Junho.

O recinto em causa, que acolhe o cineclube há mais de cinco décadas, sofreu recentemente “uma intervenção de requalificação na sala de projecção”, fruto do apoio da Câmara do Barreiro e de fundos daquele cineclube, que permitiram “melhorar o espaço, que está inserido num edificado que é património histórico do Barreiro Velho”.

Mário Ventura, membro da direcção, afirma que “esta é apenas uma parte de um conjunto de melhorias que a direcção propõe executar”, revelou. “Decidimos começar pela sala de projecção, mas pretendemos melhorar outras zonas do recinto”, adianta, lembrando que se encontram abertos ao público e por isso “há questões que devemos e temos de cumprir, que vão desde a segurança, a qualidade e o conforto, que pretendemos proporcionar a todos os que gostam verdadeiramente de cinema e procuram uma programação disruptiva no Barreiro”, assinala.

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O responsável acrescenta que “enquanto promotores da arte cinematográfica, queremos oferecer as melhores condições que estão ao nosso alcance, para que o público – cineclubistas, cinéfilos, artistas, estudantes e espectadores em geral – possa tirar o máximo partido dos filmes, não só narrativamente, mas também sensorialmente”, avançou.

“Por isso, também devemos garantir uma sala com condições cromáticas, luminosas e sonoras que permita ver adequadamente um filme”, salienta.

“Ainda que existam algumas questões a melhorar, a sala já proporciona condições muito diferentes de antes e está-se a tornar num verdadeiro recinto de exibição”, defende, realçando que “o espaço onde se exibem os filmes ambiciona ser um lugar de culto cinematográfico” e, por esse motivo, “deve ser encarado como uma galeria de arte, ou seja, deve ser pensado para exibir obras arte”.

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Para o responsável, ver um filme “é um momento único que nos transporta para outro lugar, outro tempo e outra realidade” e “se o ambiente de exibição não proporciona essas condições, compromete-se a percepção que as pessoas vão ter do filme e, sem querermos, destruímos aquilo que era uma obra de arte”, defende.

“Nós, enquanto cineclube, temos a ambição de o fazer da melhor maneira possível, porque gostamos muito do que fazemos”, afirma Mário Ventura. “É uma forma de dignificar o cinema e quem procura usufruir dessa arte”, defende.

Quanto à programação, nos próximos dias 23 e 24 irá estrear a vídeo-dança “Cartografia em três movimentos” de Inês Alexandra Costa e Mário J. Negrão, artistas locais, que através dos vestígios da cidade e da expressão corporal apresentam três tempos diferentes que marcaram o Barreiro.

A exibição será seguida por uma tertúlia com a equipa do filme. A 1 de Maio, data alusiva ao Dia da Mãe, é exibido o filme “Ema” de Pablo Larraín, num retrato de uma jovem dançarina que tenta recuperar o filho adoptivo depois de o ter devolvido para a adopção, por pressão daqueles que a rodeavam.

Um filme estimulante, sonora e visualmente, com muito movimento, sobre uma jovem disposta a enfrentar tudo e todos, para alcançar o que pretende, sem tabus. Dia 15 será exibido o “Compartimento n.º 6” de Juho Kuosmanen, filme vencedor do Grand Prix, na última edição do Festival de Cannes e nomeado para representar a Finlândia nos OSCARS 2022.

Trata-se de uma película sobre a conexão humana entre uma jovem estudante finlandesa e um complicado e vulgar homem russo, que viajam no mesmo compartimento de um comboio, que parte de Moscovo até ao porto de Murmansk, no Círculo Polar Ártico. Os bilhetes estão à venda em https://cineclubebarreiro.bol.pt/.

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