12 Abril 2021, Segunda-feira
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Barreiro comemora 500 anos de município até final do ano

Autarquia assinala efeméride pelas redes sociais devido à situação de confinamento

 

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O concelho do Barreiro completa no próximo sábado os seus 500 anos desde a publicação do diploma régio de D. Manuel I, em 16 de Janeiro de 1521, com a autarquia local a marcar o início das comemorações, que se vão estender até ao mês de Dezembro, com a publicação de um vídeo alusivo a esta efeméride nas redes sociais, na sequência da situação de confinamento mais generalizado, que estará em vigor no país naquela data.
Por este motivo, a câmara viu-se obrigada a cancelar e a adiar as iniciativas agendadas para a manhã do próximo dia 16, que iriam vincar um dos momentos históricos mais importantes na vida do município.

Sara Ferreira, vereadora responsável pelas áreas da Educação, Cultura e Património Cultural, em declarações a A SETUBALENSE, destaca que “esta é uma data muito importante para o nosso concelho, são 500 anos em que o Barreiro evoluiu de uma forma muito significativa, passando por períodos mais conturbados e outros de maior desenvolvimento, no entanto e apesar da situação que se vive actualmente, defendemos que este é um momento que deve ser celebrado e que tem que ser vivido por toda a comunidade barreirense”, afirma, acrescentando que os eventos previstos só vão decorrer em data a anunciar posteriormente, nomeadamente, a sessão solene no Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC) e a inauguração da exposição “500 anos do Barreiro”, no Espaço Memória, no interior do Parque Empresarial Baía do Tejo.

A autarca revelou recentemente, em reunião pública do executivo que, em matéria de publicações, o município decidiu ainda editar o catálogo da referida exposição, cujo lançamento está previsto para 18 de Maio, data que coincide com o Dia Nacional dos Museus, dado que a mostra a ser inaugurada contém “conteúdos históricos que pensamos que o catálogo vai poder perpetuar”, disse.

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Planeada está ainda uma segunda publicação, no decorrer do primeiro trimestre deste ano, que terá como título “500 anos do Barreiro: e agora?”. O projecto, explica Sara Ferreira, resulta de um convite que a autarquia lançou à comunidade artística para escrever e desenhar os conteúdos desta obra, que tem por base o “Barreiro – Presente e Futuro”, tendo já sido elaborados 50 convites para o seu lançamento.

Promoção do contacto lúdico com a história do concelho

Relativamente à comunidade educativa, a responsável adianta que “as acções que tínhamos planeado e estavam previstas tiveram que ser alteradas”, em resultado da doença Covid-19, pelo que “não fazia sentido juntar milhares de crianças num determinado sítio a comemorar esta efeméride”.

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Apesar disso, a autarca faz questão de frisar que a autarquia quis “marcar a data junto da comunidade educativa, oferecendo um jogo de cartas com conteúdos pedagógicos sobre estes 500 anos e sobre a história do nosso concelho”, com a entrega deste jogo a acontecer ainda no presente mês, junto dos alunos do 1º ciclo e das crianças dos jardins-de-infância.

Paralelamente, a vereadora informou que a edilidade pediu à ArteViva – Companhia de Teatro do Barreiro para criar uma peça infantil, a apresentar oportunamente no AMAC e que será levada às escolas, acerca da efeméride, permitindo deste modo uma itinerância desta produção, evitando que haja a concentração de muitas crianças no mesmo local e que estas possam ter “um contacto lúdico com a história do concelho”.

À ArteViva foi ainda lançado o desafio de construir uma peça de teatro para o público adulto familiar, sobre a mesma temática e que estará igualmente em cena no Auditório Municipal daquela cidade, assim que seja possível.

Elemento escultórico perpetua data no concelho

A data é também assinalada no espaço público, em todas as entradas do concelho, nas principais praças e avenidas de todas as freguesias, com bandeiras alusivas a este momento e com um elemento gráfico que foi escolhido para o logotipo específico dos 500 anos do Barreiro, estando a autarquia neste momento “a estudar a criação de um elemento escultórico na cidade, que vai perpetuar e que vai marcar esta data”, revelou.

Por sua vez, as festas da cidade, que se realizam em Agosto, contam com uma referência a esta comemoração, tendo a vereadora convidado todos a participar nas diferentes iniciativas, dependendo do estado em que se encontrar o país relativamente à crise pandémica.

Carta de Foral separou município de Alhos Vedros

Há 500 anos atrás, D. Manuel I assinava a Carta de Foral que concedia ao Barreiro a categoria de Vila e o estatuto de município. Nessa altura, o território passou a ser instituído “como concelho próprio” e foi então “separado do termo de Alhos Vedros, tendo sido seu primeiro Alcaide-Mor João Rodrigues de Azambuja, escudeiro e cavaleiro da Casa de D. João II e de D. Manuel I”, conforme recorda o livro “Barreiro: o lugar e a história – séculos XIV a XVIII”, de autoria de Rosalina Carmona, editado pela Junta de Freguesia do Barreiro.
Na mesma edição, pode ler-se que durante séculos, a comunidade “torna-se, assim, uma Vila concelho, e a partir de então, surge a denominação Vila Nova do Barreiro, de resto pouco usada, tendo acabado por desaparecer”.

D Manuel I

Nos séculos que se seguem, o município vai “confinar-se, quase exclusivamente, ao território que corresponde ao actual perímetro urbano da cidade”, porém, após diversas alterações no decorrer do século XIX, são “fixadas definitivamente em 1898, as actuais delimitações, com a extinção dos antigos concelhos do Lavradio e Coina e a incorporação da freguesia de Palhais, entretanto desanexada de Alhos Vedros, quando este município foi dissolvido”, acrescenta a autora da publicação.

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